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Presidente tanzaniana subscreve dois memorandos em Maputo

Moçambique e Tanzânia assinaram na quarta-feira dois memorandos de entendimento, um na área da Defesa e outro sobre operações de resgate e salvamento, anuncia hoje a Agência de Informação de Moçambique (AIM). 

Presidente tanzaniana subscreve dois memorandos em Maputo
Notícias ao Minuto

08:14 - 22/09/22 por Lusa

Mundo Moçambique/Ataques

Os dois memorandos, sobre os quais não foram revelados detalhes, foram assinados durante um encontro entre o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e a chefe de Estado tanzaniana, Samia Suluhu.

Os entendimentos estão relacionados com o combate ao terrorismo em Cabo Delgado, região rica em gás natural no norte de Moçambique, na fronteira com a Tanzânia, que também tem sido flagelada pela violência armada.

"Estamos cientes de que Moçambique e Tanzânia partilham uma extensa fronteira, são cerca de 800 quilómetros, a mais extensa da região. Por isso, temos a consciência de que temos que reforçar os mecanismos da nossa cooperação", disse Samia Suhulu, de visita a Maputo.

A Tanzânia é um dos países que integra a SAMIM, missão militar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), com soldados a apoiar as tropas moçambicanas a combater a insurgência armada.

Filipe Nyusi, chefe de Estado moçambicano, referiu que os dois países discutiram também "uma maior cooperação na exploração de hidrocarbonetos", como gás natural, procurando maior proximidade no âmbito de negociações internacionais.

A província de Cabo Delgado é aterrorizada desde 2017 por rebeldes armados, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

A TotalEnergies diz que a retoma da construção da fábrica de liquefação de gás e a cidade industrial em redor, naquela província, vai depender do evoluir das condições de segurança.

Desde há um ano, uma ofensiva das tropas governamentais, com o apoio do Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), permitiu recuperar zonas onde havia presença de rebeldes, junto aos projetos de gás - apesar de os ataques continuarem noutros pontos da província e na região vizinha de Nampula.

Há cerca de 800 mil deslocados internos devido ao conflito, de acordo com a Organização Internacional das Migrações (OIM), e cerca de 4.000 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED.

Leia Também: Chefes de Estado de Moçambique e Tanzânia querem reforçar cooperação

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