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AO MINUTO: "Não é tempo de a Rússia escalar conflito"; Referendos prontos

Acompanhe aqui AO MINUTO os mais recentes desenvolvimentos sobre a guerra na Ucrânia.

AO MINUTO: "Não é tempo de a Rússia escalar conflito"; Referendos prontos
Notícias ao Minuto

07:35 - 22/09/22 por Notícias ao Minuto

Ao Minuto Mundo Ucrânia/Rússia

No rescaldo do discurso de Putin, onde anunciou a mobilização de cerca de 300 reservistas para a guerra, o mundo - e os russos - vai reagindo. 

A União Europeia vai manter a ajuda militar à Ucrânia e aumentar as sanções à Rússia, anunciou hoje o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, no final de uma reunião de emergência em Nova Iorque.

Por outro lado, e tendo em conta o aumento do fluxo de russos a querer sair do país, a Finlândia já veio dizer que vai preparar uma "solução nacional" para limitar ou mesmo impedir a passagem de turistas russos pelo seu território.

Há ainda a assinalar uma troca de prisioneiros entre a Ucrânia e a Rússia, que devolveu ao pais invadido mais de 200 pessoas
  

Fim de cobertura

Beatriz Cavaca | há 4 dias

Boa noite. Damos como terminada esta cobertura AO MINUTO sobre os principais acontecimentos na guerra da Ucrânia. Estaremos de regresso na manhã de sexta-feira, num novo registo. Obrigada, desde já, por ter estado desse lado.

Homem mobilizado na Rússia tem AVC a caminho da guerra

Beatriz Cavaca | há 4 dias

Num vídeo partilhado, esta quinta-feira, pelo meio bielorrusso NEXTA é possível ver uma filmagem de um autocarro que transporta reservistas russos para o seu treino militar. No caminho, um deles sofre um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que o impede de prosseguir para a guerra.

No vídeo, um dos mobilizados que está a filmar refere: "Ainda não chegamos, mas um já teve um AVC", referindo-se à fragilidade dos mobilizados por Vladimir Putin.

Veja aqui este vídeo:

Homem mobilizado na Rússia tem AVC a caminho da guerra

"Ainda não chegamos, mas um já teve um AVC", referiu um colega mobilizado ao ver outro a ter um AVC.

Beatriz Cavaca | 23:42 - 22/09/2022

Bielorrússia disponível para receber negociações de paz

Beatriz Cavaca | há 4 dias

A Bielorrússia está disponível para, "como vizinho direto", receber reuniões de negociação de paz entre a Rússia e a Ucrânia, tal como aconteceu no início da guerra, disse hoje o ministro do Exterior do país, Vladimir Makei.

Lavrov aplica "princípio americano" e diz que Zelensky "É um filho da p*"

Beatriz Cavaca | há 4 dias

Numa tradução recentemente partilhada nas redes sociais percebe-se que o ministro dos negócios estrangeiros russo Sergey Lavrov, no seu discurso no concelho de segurança da ONU acusou o Ocidente de "encobrir sistematicamente os crimes" de Zelensky e afirma que seguindo um "princípio americano" este: "É um filho da p***, mas é o nosso filho da p***".

"Os EUA e os seus aliados têm encoberto sistematicamente crimes do regime de Kyiv nos últimos 8 anos, com uma política baseada no velho princípio americano: 'Ele é um filho da p***, certamente, mas é o nosso filho da p***".

Separatistas prontos para referendar integração com Rússia

Beatriz Cavaca | há 4 dias

A comissão eleitoral da república de Lugansk informou que "está 100% preparado para realizar o referendo sobre a integração na Rússia".

"Todas os boletins de voto já estão nos locais de voto", informou a Comissão Eleitoral Central (CEC) dos separatistas de Lugansk no seu canal do serviço de mensagens Telegram.

A CEC da região de Kherson, no sul, também imprimiu 750.000 boletins de voto, o mesmo número de cidadãos registados, segundo a administração pró-Rússia.

A assembleias de voto vão abrir às 08:00 (06:00, em Lisboa), embora ainda esteja claro como será a votação face ao conflito russo-ucraniano.

A votação terá duração de cinco dias, de 23 a 27 de setembro, embora o líder da República Popular de Donetsk, Denis Pushilin, tenha assegurado que só será possível votar um dia nas escolas tradicionais.

Nos restantes dias das eleições, por razões de segurança, o eleitor vai exercer o seu direito de voto em casa e nos espaços públicos habilitados para o efeito.

Dirigentes do Vaticano e da Federação Russa reuniram-se na ONU

Beatriz Cavaca | há 4 dias

A informação foi avançada pelo Ministério russo tendo o meio oficial do Vaticano, o Vatican News, informado que o encontro tinha ocorrido.

Quando regressou do Cazaquistão, o Papa Francisco disse que tem de se dialogar com os Estados que começaram uma guerra.

"É sempre difícil dialogar com os Estados que iniciaram a guerra. É difícil, mas temos que dar a todos a oportunidade de diálogo, porque sempre há a possibilidade de que as coisas possam ser mudadas", disse Francisco, sem se referir especificamente à Rússia.

Costa. "Rússia deve cessar hostilidades e dialogar"

Beatriz Cavaca | há 4 dias

O primeiro-ministro, António Costa, discursou, esta quinta-feira, no debate geral da 77.ª sessão da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), encontro marcado pela invasão russa na Ucrânia e os efeitos globais. 

"Pelo mundo fora, muitas crianças e até adultos nunca conheceram a paz", referiu Costa, acrescentando que, "na Europa, confrontamo-nos hoje com a invasão injustificada e não provocada da Ucrânia, em flagrante violação do Direito Internacional".

Assim, António Costa, que discursou em português, assinalou que "a Rússia deve cessar as hostilidades" e "permitir a criação de um diálogo sério e sustentado, orientado para o cessar-fogo e para a paz", acrescentando que este "não é o tempo de a Rússia escalar o conflito ou fazer irresponsáveis ameaças de recurso a armas nucleares". 

Esta foi a sua terceira intervenção no debate geral anual entre chefes de Estado e de Governo dos 193 membros da ONU, em que participou em 2017 e em 2020, nesta segunda vez não presencialmente, mas por videoconferência, devido à pandemia de Covid-19.

Costa na ONU e em português. "Rússia deve cessar hostilidades e dialogar"

Esta foi a terceira intervenção do primeiro-ministro no debate geral anual entre chefes de Estado e de Governo dos 193 membros da ONU

Notícias ao Minuto | 21:57 - 22/09/2022

Zelensky. Protestos russos? "Protestem! Lutem! Fujam! Ou então rendam-se"

Beatriz Cavaca | há 4 dias

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky apelou hoje a que os russos protestem contra o regime russo, a sua habitual interversão noturna.

"55 mil soldados russos morreram nesta guerra em seis meses. Dezenas de milhares estão feridos e mutilados. Querem mais? Não? Então protestem! Lutem! Fujam! Ou rendam-se ao cativeiro ucraniano. São as únicas opções para sobreviverem", referiu o presidente.

Zelensky. Protestos russos? "Protestem! Lutem! Fujam! Ou então rendam-se"

O presidente ucraniano referiu que já muitos russos morreram na Ucrânia e por isso apela: "Protestem! Lutem! Fujam! Ou então rendam-se ao cativeiro ucraniano".

Beatriz Cavaca | 22:29 - 22/09/2022

Russos despedem-se das mães a caminho do conflito na Ucrânia

Beatriz Cavaca | há 4 dias

Um vídeo partilhado na rede social Twitter pela jornalista Mary Ilyushina do The Washington Post mostra como os primeiros russos mobilizados se despedem das mães chorosas, antes de iniciarem o seu treino militar.

Veja aqui este momento:

Russos despedem-se das mães a caminho do conflito na Ucrânia

Esta foi uma cena semelhante em "centenas de cidades e vilas russas".

Beatriz Cavaca | 20:26 - 22/09/2022

 

NATO denuncia "com a maior firmeza" os "pretensos referendos" na Ucrânia

Beatriz Cavaca | há 4 dias

O Conselho do Atlântico Norte da NATO emitiu hoje uma declaração onde condena "com a maior firmeza" o projeto de "pretensos" referendos nas regiões separatistas do leste da Ucrânia ou nas "regiões em parte controladas" pelo exército russo.

"Os aliados jamais reconhecerão a anexação, ilegal e ilegítima, da Crimeia pela Rússia. Os simulacros de referendo que serão organizados nas regiões de Donetsk, Lugansk, de Zaporíjia e Kherson [sobre a integração deste territórios da Federação da Rússia] não têm qualquer legitimidade e constituem uma flagrante violação da Carta das Nações Unidas. Os países da NATO não reconhecem a anexação destes territórios, que será considerada ilegal e ilegítima. As regiões em causa pertencem à Ucrânia. A Rússia procura de forma evidente garantir ganhos territoriais, e apelamos a todos os Estados que se oponham a estas iniciativas", indica o texto.

Viktor Medvedtchuk, o "homem de Putin" na Ucrânia e trocado por Kyiv

Beatriz Cavaca | há 4 dias

O ucraniano Viktor Medvedtchuk, um próximo de Vladimir Putin libertado na quarta-feira numa troca de prisioneiros entre Kyiv e Moscovo, era considerado o homem do Presidente russo na Ucrânia, onde defendeu os seus interesses durante mais de 20 anos.

Na sequência dos rumores que circulavam há meses sobre uma troca potencial de detidos e que o incluíam, o seu nome foi finalmente anunciado na quarta-feira, quando o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky confirmou que estava incluído nos prisioneiros entregues a Moscovo.

 

Prisioneiros entregues por Moscovo foram torturados na prisão, acusa Kyiv

Beatriz Cavaca | há 4 dias

Muitos dos ucranianos entregues a Kyiv por Moscovo na grande troca de prisioneiros de guerra foram "brutalmente torturados" durante o cativeiro, denunciou hoje um alto funcionário do Governo da Ucrânia.

"Muitos deles foram brutalmente torturados", disse Kyrylo Budanov, chefe do departamento de inteligência do Ministério da Defesa ucraniano, numa conferência de imprensa, sem, contudo, avançar pormenores sobre a natureza das supostas torturas.

Budanov adiantou que também "há pessoas cuja condição física é mais ou menos normal", apesar da "desnutrição crónica devido às más condições prisionais".

"Chorei o dia todo": Esposas de possíveis recrutas temem mobilização

Beatriz Cavaca | há 4 dias

O jornal russo Novaya Gazeta relata as histórias de algumas mulheres que temem a ida dos maridos para a guerra na Ucrânia. Conheça algumas aqui:

"Chorei o dia todo": Esposas de possíveis recrutas temem mobilização

Jornal russo Novaya Gazeta relata as histórias de algumas mulheres que temem a ida dos maridos para a guerra na Ucrânia. 

Notícias ao Minuto | 19:16 - 22/09/2022

Hungria quer que sanções da UE à Rússia sejam levantadas até fim do ano

Beatriz Cavaca | há 4 dias

Numa reunião interna do partido Fidesz, no poder, o líder húngaro pediu aos militantes "para que façam tudo o que for possível para garantir que a Europa levante as sanções o mais tardar no final do ano", escreveu hoje o jornal pró-governo Magyar Nemzet, informação que o governo "confirmou" à France-Presse.

Orbán é o único aliado que resta ao Presidente russo, Vladimir Putin, na União Europeia (UE) e, embora a Hungria tenha aderido às sanções, obteve uma isenção para o petróleo transportado por oleoduto, negociou com a gigante russa Gazprom entregas adicionais, tem criticado repetidamente o impacto na economia europeia e recusou-se a apoiar militarmente a Ucrânia.

República Checa recusa atribuir vistos a desertores russos

Beatriz Cavaca | há 4 dias

O ministro dos Negócios Estrangeiros da República Checa declarou hoje que Praga se recusa a conceder vistos humanitários aos russos que fugirem do país para evitarem a mobilização militar anunciada quarta-feira pelo Presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Polónia cede comprimidos de iodo com medo de desastre em Zaporíjia

Beatriz Cavaca | há 4 dias

O vice-ministro da Energia da Polónia, Blazej Pobozy, anunciou, esta quinta-feira, que vão ser distribuídos comprimidos de iodo aos bombeiros regionais para darem às pessoas em caso de exposição radioativa.  

A decisão acontece de forma preventiva numa altura em que crescem temores de um desastre nuclear na central de Zaporíjia (Zaporizhzhya), visto que decorrem combates ao redor da planta. 

Barbra Streisand tem uma "conversa espetacular" com Zelensky

Beatriz Cavaca | há 4 dias

A cantora Barbra Streisand partilhou nas redes sociais que teve uma "conversa espetacular" com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

Disse ainda estar  "comovida pela resiliência e coragem do povo ucraniano" e pela "liderança inspiradora" de Zelensky.

"Eles precisavam de nós mais do que nunca", sublinhou e partilhou uma foto da sua videochamada no contexto da iniciativa U24 para ajudar a arrecadar fundos para necessidades médicas urgentes na Ucrânia.

Radar mostra o aumento do tráfego aéreo a partir de cidades russas

Beatriz Cavaca | há 4 dias

Depois da mobilização, muitos russos estão a sair do país e este radar partilhado nas redes socias, mostra o aumento do tráfego aéreo a partir de Moscovo e S. Petersburgo, as duas principais cidades russas.

Kuleba reitera "ajuda urgente" e defende que Putin tem de ser travado

Beatriz Cavaca | há 4 dias

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba também falou, esta quinta-feira, no Conselho de Segurança da ONU, em Nova Iorque,  e referiu que é necessária "ajuda urgente e precisa" para a Ucrânia.

Ao longo do seu discurso, Kuleba firmou que "a Rússia nunca será capaz de matar todos os ucranianos e cada ucraniano é agora uma arma pronta a defender a sua Terra". 

Adietou ainda que "a melhor maneira de evitar mais atrocidades russas e parar Putin é fornecer à Ucrânia novas armas para libertar os nossos territórios e salvar pessoas de homicídio, tortura, violações e outros criminosos".

Kuleba reitera "ajuda urgente" e defende que Putin tem de ser travado

Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia afirmou que "a Rússia nunca será capaz de matar todos os ucranianos" e Putin tem de ser travado para não voltar a "jogar aos jogos de fome" com o mundo.

Notícias ao Minuto | 18:22 - 22/09/2022

Reino Unido. "A cada dia as consequências deste conflito são mais claras"

Beatriz Cavaca | há 4 dias

O novo ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, James Cleverly,  também falou no Conselho de segurança, e afirmou que estamos a ouvir mais "distorções, desonestidade e desinformação" por parte da Rússia.

Sublinhou também que: "O presidente Putin invadiu a Ucrânia ilegalmente e sem justificação e ignorou os apelos repetitivos de paz feitos neste conselho no dia 17 de fevereiro".

De seguida, acrescentou que a Rússia quer "colocar a culpa naqueles que impõem sanções" pela invasão de Vladimir Putin e que "a cada dia as consequências deste conflito são mais claras".

Adiantou que se observa "a crescente evidência de atrocidades russas contra civis, incluindo bombardeamentos indiscriminados e ataques direcionados a mais de 200 instalações médicas e 40 instituições educacionais, bem como atos horríveis de violência sexual".

Por fim, esclareceu que "não estamos a sancionar alimentos, são as ações da Rússia que estão a impedir que alimentos e fertilizantes cheguem aos países em desenvolvimento".

Equipa do TPI irá ao leste do país investigar crimes

Beatriz Cavaca | há 4 dias

Uma equipa do Tribunal Penal Internacional (TPI) viajará na próxima semana para o leste da Ucrânia para investigar supostos crimes contra civis, anunciou hoje o procurador-chefe do órgão, Karim Khan.

Berlusconi afirma que separatistas empurraram Putin para guerra

Beatriz Cavaca | há 4 dias

O líder do partido de centro-direita Força Itália (FI), Silvio Berlusconi, defendeu hoje que o Presidente russo, Vladimir Putin, foi empurrado para a guerra na Ucrânia pelos separatistas pró-russos no Donbass, a comunicação social e o povo russos.

"Putin foi pressionado pela população russa, pelo seu partido e pelos seus ministros para inventar esta operação especial", disse numa entrevista Berlusconi, três vezes primeiro-ministro de Itália, cujo partido integra a coligação liderada pela extrema-direita a que as sondagens dão a vitória nas eleições do próximo domingo.

Reservistas russos. "Ninguém percebe que a maioria tem bilhete só de ida"

Beatriz Cavaca | há 5 dias

Leonid Volkov, um dos principais aliados do opositor russo Alexei Navalny, reagiu, esta quinta-feira, aos vídeos que mostram os primeiros reservistas russos a despedirem-se de familiares e amigos na cidade de Yakutsk, na Sibéria Oriental, para irem lutar na Ucrânia.

Na rede social Twitter, o opositor do regime do Kremlin descreveu as imagens como “simplesmente horríveis”. “Mulheres a chorar, homens com um aspecto sombrio. Ao mesmo tempo, parece que muitos ainda não têm noção da realidade, ninguém percebe que a maioria tem um bilhete só de ida. Acreditam que tudo vai correr bem?”, questionou.

Reservistas russos. "Ninguém percebe que a maioria tem bilhete só de ida"

Aliado de Navalny afirmou que o “dever” de quem percebe o que se está a passar na Rússia é “ajudar e salvar” as “muitas pessoas que ainda não compreendem o que as espera”.

Notícias ao Minuto | 16:35 - 22/09/2022

Rússia afirma que cerca de 10 mil militares já foram mobilizados

Beatriz Cavaca | há 4 dias

Segundo as forças armadas da Rússia, cerca de 10 mil militares já se ofereceram para lutar na Ucrânia, avança a agência AFP. 

Recorde-se que este é apenas o primeiro dia da "mobilização parcial" ordenada por Putin.

Em 24 horas, 10 mil russos disponibilizaram-se para ir para a guerra

Cerca de 10.000 pessoas apresentaram-se como voluntárias nas últimas 24 horas após o anúncio do Presidente Vladimir Putin para serem mobilizados no âmbito da ofensiva militar na Ucrânia, afirmou hoje o estado-maior russo.

Lusa | 17:47 - 22/09/2022

Mobilização tem "cláusula secreta" que permite chamar um milhão de russos

Tomásia Sousa | há 5 dias

O decreto da mobilização anunciada pelo presidente russo, Vladimir Putin, contém uma "cláusula secreta" que permite convocar muito mais do que os 300 mil reservistas de que se falou inicialmente. 

Mobilização tem "cláusula secreta" que permite chamar um milhão de russos

Decreto esconde número de reservistas que pode ser convocado para a frente da batalha, segundo o jornal russo Novaya Gazeta.

Notícias ao Minuto | 16:29 - 22/09/2022

Lavrov recusa ideia de "agressão russa" e acusa Ucrânia de "impunidade"

Beatriz Cavaca | há 4 dias

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, culpou esta quinta-feira o presidente ucraniano pelos referendos nas regiões separatistas, acusando a Ucrânia de ser um "Estado totalitário nazi".

"[Referendos são] resultado dos conselhos de Zelensky", que acusou de ser  intolerante com as minorias russas e tê-las aconselhado a deixar a Ucrânia.

Em declarações no Conselho de Segurança da ONU, o ministro russo acusou ainda a Ucrânia e os seus aliados de "impunidade" na região leste do Donbass, alegando que Kyiv estava a negar direitos básicos fundamentais à sua população de língua russa.

O responsável fez questão de iniciar o discurso referindo que está a existir uma tentativa de impor uma ideia de "agressão russa" e descreveu a Ucrânia como um regime "totalitário", chefiado por Volodymyr Zelensky.

Acrescentou de seguida que está "preocupado com o destino dos soldados russos feitos prisioneiros pela Ucrânia" e confessou que não confia "no trabalho do Tribunal Penal Internacional", que analisa entre outros temas os crimes cometidos na cidade ucraniana de Bucha.

Lavrov recusa ideia de "agressão russa" e acusa Ucrânia de "impunidade"

Estas foram afirmações de Sergei Lavrov, durante o Conselho de Segurança extraordinário da ONU onde esteve pela primeira vez frente a frente com Antony Blinken.

Beatriz Cavaca | 17:45 - 22/09/2022

Pelo menos seis mortos incluindo adolescente em Donetsk

Beatriz Cavaca | há 5 dias

Pelo menos seis pessoas morrerem num bombardeamento russo na cidade de Donetsk, controlada pelos separatistas, avança a agência Reuters. As bombas terão atingido um autocarro no centro da cidade.

Entre as vítimas mortais estaria um adolescente e existem vários feridos no local.

Veja aqui as imagens captadas pela lente da Reuters no local dos bombardeamentos, esta quinta-feira: 

Notícias ao MinutoAtaque em Donetsk© Reuters   Notícias ao Minuto Ataque em Donetsk© Reuters   Notícias ao Minuto Ataque em Donetsk© Reuters   Notícias ao Minuto Ataque em Donetsk© Reuters  

China espera que 'chama de guerra' se apague o mais rápido possível

Beatriz Cavaca | há 4 dias

Ainda no contexto da reunião do Conselho de Segurança da ONU em Nova York, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, também teve a sua oportunidade de intervir afirmando que "uma guerra estendida e prolongada não é do interesse de todas as partes".

Acrescentou ainda que espera que a "chama da guerra" se apague o mais rápido possível e pediu um "cessar-fogo com diálogo" depois da Rússia anunciar uma mobilização parcial. 

Recorde-se que a China recusou-se a condenar as ações de Moscovo, mas disse repetidamente que apoia a soberania de todos os países em relação à Ucrânia.

Russa confronta oficial: "Nem temos um presente. De que futuro falas?"

Beatriz Cavaca | há 5 dias

Um vídeo partilhado nas redes sociais, esta quinta-feira, mostra uma das reações que a população russa tem vindo a ter nas últimas horas, depois de o presidente do país ter anunciado uma mobilização parcial, na qual está previsto o envio de cerca de 300 mil pessoas para a frente de batalha na Ucrânia.

No vídeo partilhado no Twitter, e que terá sido gravado em Dagestan, no sudoeste da Rússia aparece uma mulher e um oficial a conversarem.

"Um vídeo muito poderoso. Em Dagestan os residentes claramente não querem ir para a guerra. O recrutador argumenta que eles têm que lutar pelo futuro",  escreve um jornalista bielorrusso.

Veja aqui o vídeo.

Russa confronta oficial: "Nem temos um presente. De que futuro falas?"

Um dos jornalistas que partilhou o vídeo sublinha que "a este ritmo" será preciso a intervenção da polícia federal atrás da linha de combate, para onde os russos estão a ser enviados.

Notícias ao Minuto | 16:08 - 22/09/2022

Blinken. "Devemos responsabilizar os agressores"

Beatriz Cavaca | há 4 dias

O Secretário de estado dos Estados Unidos (EUA) Antony Blinken também falou, esta quinta-feira, no Conselho de Segurança da ONU em que enfatizou a necessidade de "responsabilizar os agressores" no contexto da invasão da Ucrânia.

Sublinhou ainda, sobre Vladimir Putin, que "ele escolheu não aliviar as tensões, mas sim aumentá-las" e que "está a  acrescentar combustível ao fogo que começou".

Disse também que nenhuma reivindicação russa de anexar território pode tirar o direito da Ucrânia de defender sua própria terra e sublinhou que: "Um homem escolheu esta guerra. E um homem pode acabar com ela. Porque se a Rússia parar de lutar, a guerra acaba. Se a Ucrânia parar de lutar, a Ucrânia acaba". 

"Um homem escolheu esta guerra. E um homem pode acabar com ela"

Secretário de Estado dos EUA reforça que continuam a ser encontradas valas comuns e provas de crimes de guerra por parte da Rússia. 

Notícias ao Minuto | 16:33 - 22/09/2022

Ucrânia "prepara infraestrutura" caso Putin "faça algo estúpido"

Beatriz Cavaca | há 5 dias

O embaixador da Ucrânia no Reino Unido, Vadym Prystaiko, defendeu esta quinta-feira, numa entrevista à Sky News, que Vladimir Putin está “desesperado” e a fazer “bluff” - no que toca às armas nucleares - para tentar “intimidar-nos a todos”, uma estratégia que, acredita, “não vai resultar”.

Mas, ainda assim, a Ucrânia está a preparar-se para o pior, na possibilidade de serem usadas armas nucleares pela Rússia.

“Quando alguém diz que não está a fazer bluff, esse é o primeiro sinal de que está, na verdade, a fazer bluff. Caso contrário, estaria a fazer alguma coisa como preparar o arsenal nuclear. Não estão a fazê-lo, o que significa que ele está a tentar encontrar uma varinha mágica que lhe permitirá sair da situação porque está profundamente, profundamente em apuros”, disse na entrevista.

Questionado se as máscaras de gás eram suficientes, Prystaiko disse que a Ucrânia já as tem e que "medicamentos especiais" também eram necessários, bem como dispersar as pessoas. "Estamos a fazer tudo isso", disse, lamentando. "Somos uma dessas duas nações que realmente sabem o que é essa ameaça nuclear, depois de Chernobyl. Temos sofrido desde então por mais de trinta anos", acrescentou. 

“Estamos a preparar a nossa infraestrutura caso ele [Putin] faça algo estúpido como isso [usar armas nucleares]”, afirmou.

Nuclear? Ucrânia "prepara infraestrutura" caso Putin "faça algo estúpido"

Putin avisou que quem pretender "chantagear" a Rússia com armas nucleares deve saber que "a rosa-dos-ventos poderá voltar-se na sua direção".

Marta Amorim | 15:21 - 22/09/2022

Guterres considera "totalmente inaceitável" debate sobre conflito nuclear

Marta Amorim | há 4 dias

Numa reunião do Conselho de Segurança sobre a Ucrânia, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, considerou hoje como "totalmente inaceitável" que a ideia de um conflito nuclear, "outrora impensável", "se tenha tornado objeto de debate".

As declarações foram proferidas numa reunião ministerial convocada pela França sobre a situação do conflito. Nela estavam presentes os ministros das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, e da Ucrânia, Dmytro Kuleba.  O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, também esteve presente.

"A guerra da Rússia na Ucrânia não mostra sinais de cessar. Os últimos sete meses foram de sofrimento e devastação indescritíveis. Os últimos desenvolvimentos são perigosos e perturbadores. Eles estão mais longe de qualquer perspetiva de paz - e em direção a um ciclo interminável de horror e derramamento de sangue", começou por dizer Guterres.

"Como eu disse desde o início, esta guerra sem sentido tem potencial ilimitado para causar danos terríveis - na Ucrânia e em todo o mundo. A ideia de conflito nuclear, outrora impensável, tornou-se objeto de debate. Isso por si só é totalmente inaceitável. Todos os Estados com armas nucleares devem comprometer-se novamente com o não uso e a eliminação total de armas nucleares", exortou o secretário-geral, sem, porém, nunca referir o discurso de Putin. 

 

Acompanhe as intervenções no Conselho de Segurança da ONU

Beatriz Cavaca | há 4 dias

O secretário-geral da ONU, António Guterres, começou a sessão referindo que: "A guerra da Rússia contra a Ucrânia não mostra sinais de abrandar".

Disse de seguida que os debates sobre um possível conflito nuclear são "totalmente inaceitáveis", e sublinhou que está preocupado com os referendos planeados em regiões ocupadas da Ucrânia.

Além disso manifestou preocupação com a central nuclear de Zaporijia (Zaporizhzhia) e saudou a libertação de 300 prisioneiros numa troca entre a Rússia e a Ucrânia na noite passada.

Acompanhe aqui o Conselho de Segurança da ONU:


 
 

Mobilização russa não resolverá deficiências imediatas

Marta Amorim | há 5 dias

No seu mais recente relatório, o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês), um 'think tank' com sede em Washington, defende que a decisão do Kremlin de mobilizar reservistas "não vai gerar poder de combate russo útil, por vários meses"
 
"A mobilização parcial da Rússia, por isso, não privará a Ucrânia de libertar mais parcelas do seu território ocupado, durante o inverno", concluiu o documento do ISW.

Os analistas do instituto norte-americano recordam ainda que Putin, ao falar do "guarda-chuva nuclear russo", não o associou às áreas anexadas da Ucrânia, tal como não vinculou a mobilização de reservistas à anexação de território ucraniano.

Separatistas de Donetsk denunciam ataque contra mercado com seis mortos

Marta Amorim | há 5 dias

As autoridades pró-russas de Donetsk acusaram hoje as forças ucranianas de terem provocado seis mortos e seis feridos num ataque contra um mercado da cidade do leste da Ucrânia.
  

Rússia diz que notícias sobre filas para sair do país são exageradas

Marta Amorim | há 4 dias

"Os relatos de que há um certo burburinho nos aeroportos são muito exagerados", disse o porta-voz presidencial russo, Dmitri Peskov, durante uma conferência de imprensa, alertando para a existência de "muita informação falsa".
 
Peskov respondia a uma pergunta sobre as notícias divulgadas em vários meios de comunicação sobre as filas de pessoas nos postos fronteiriços, tentando abandonar a Rússia, bem sobre a compra intensiva de passagens aéreas para destinos onde os russos não precisam de visto de entrada.

A mobilização parcial ordenada por Putin, na quarta-feira, para enfrentar os reveses militares na Ucrânia, provocou uma onda de protestos nas principais cidades russas, que resultaram em mais de 1.300 detidos.

Rússia diz que notícias sobre filas para sair do país são exageradas

O Kremlin considerou hoje que as notícias sobre a existência de filas para sair do país após a entrada em vigor da mobilização parcial ordenada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, são exageradas.

Lusa | 13:10 - 22/09/2022

Britânicos condenados à morte pela Rússia entre prisioneiros libertados

Marta Amorim | há 5 dias

Aiden Aslin e Shaun Pinner, condenados à pena de morte por combaterem pela Ucrânia, já chegaram ao Reino Unido. A eles, juntam-se os combatentes John Harding, Dylan Healy e Andrew Hill.

A informação é avançada pela estação estatal britânica BBC, que revela ainda que os cinco prisioneiros de guerra já se encontram no Reino Unido.

Presidente da Duma apela a deputados russos para participarem na guerra

Marta Amorim | há 5 dias

O presidente da Duma (câmara baixa do parlamento russo), Vyacheslav Volodin, apelou, esta quinta-feira, aos deputados para participarem na guerra contra a Ucrânia, se “preencherem os requisitos da mobilização parcial”.

 
“Aqueles que preencherem os requisitos da mobilização parcial devem ajudar na sua participação na operação militar especial”, escreveu o político na plataforma Telegram. “Não há proteção para os deputados”, acrescentou.

Volodin procurou também responder “corretamente” às “questões que preocupam” os cidadãos russos, após o anúncio do presidente da Rússia, Vladimir Putin, e justificou a decisão com a necessidade de “aumentar o tamanho das Forças Armadas” para fazer frente às “formações nazi” e da aliança transatlântica NATO que “lutam contra os soldados e comandantes” russos.

Viktor Medvedchuk, amigo de Putin, foi um dos prisioneiros trocados

Marta Amorim | há 5 dias

O presidente Zelensky confirmou que um dos prisioneiros trocados na troca efetuada na quarta-feira com a Rússia foi Viktor Medvedchuk, amigo pessoal de Putin, suspeito de traição.
 
"Estávamos prontos a trocá-lo por pelo menos um defensor da fábrica Azovstal, mas acabou por ser o número de pessoas que foram devolvidas", disse Zelensky na ONU. 

"Este é o resultado de acordos pessoais entre o presidente Zelensky e o presidente Erdogan", acrescentou o Gabinete do Presidente da Ucrânia.

A Ucrânia já tinha proposto antes trocar Medvedchuk, um colaborador próximo do regime russo, mas o Kremlin tinha-se sempre negado. 

Viktor Medvedchuk, amigo de Putin, foi um dos prisioneiros trocados

Na troca realizada esta quarta-feira, a Ucrânia recebeu 215 pessoas, incluindo 124 oficiais, ao passo que do lado russo foram entregues 55 prisioneiros.

Marta Amorim | 11:58 - 22/09/2022

Kuleba ovacionado no The Late Show

Marta Amorim | há 5 dias

O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, recebeu uma ovação de pé no famoso programa The Late Show, apresentado por Stephen Colbert. Kuleba fez uma atualização sobre a guerra e partilhar como é trabalhar com Zelensky. 

Quando aplaudido, remeteu os louros para o povo da Ucrânia. 

Vídeo mostra primeiros reservistas russos a despedirem-se das famílias

Marta Amorim | há 4 dias

Um vídeo publicado no Twitter pelo jornalista Pjotr ​​Sauer, do The Guardian, mostra dos primeiros reservistas russos a despedirem-se de familiares e amigos na cidade de Yakutsk.

Ontem, Putin anunciou que cerca de 300 mil pessoas iam ser mobilizadas para a guerra. 

"Quaisquer armas russas, incluindo nucleares, podem ser utilizadas"

Marta Amorim | há 5 dias

O antigo presidente russo e atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, afirmou, esta quinta-feira, que as decisões anunciadas ontem pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, ditam que “quaisquer armas russas, incluindo armas nucleares estratégicas, podem ser usadas” para proteger o país.
 
Na plataforma Telegram, o aliado de Putin começou por referir que “serão realizados referendos, e as repúblicas do Donbass e outros territórios serão admitidos na Rússia”, como tal a “proteção” desses territórios “será significativamente reforçada pelas Forças Armadas russas”.

“A Rússia anunciou que não só as capacidades de mobilização, mas também quaisquer armas russas, incluindo armas nucleares estratégicas, podem ser utilizadas para tal proteção”, destacou.

"Quaisquer armas russas, incluindo nucleares, podem ser utilizadas"

O ex-presidente russo garantiu que a “proteção” dos territórios anexados pela Rússia será "significativamente reforçada pelas Forças Armadas russas".

Notícias ao Minuto | 10:48 - 22/09/2022

UE pede à China que use a sua influência para acabar com guerra

Marta Amorim | há 5 dias

Numa reunião à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, Borrell transmitiu ao ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, as "expectativas europeias de que a China usará a sua influência sobre a Rússia para acabar com a guerra, que está causar uma crise alimentar, energética e de instabilidade financeira, em todo o mundo", de acordo com um comunicado emitido pelo gabinete de imprensa do Alto Representante.

Borrell também mencionou a situação "precária" em torno da usina nuclear de Zaporiya, enfatizando que um acidente nuclear pode acontecer a "qualquer momento", e que uma maneira de evitar uma crise nuclear deve ser discutida como prioridade.

Porque é que a mobilização é "um novo sinal de fraqueza da Rússia?"

Marta Amorim | há 4 dias

Mark Hertling, que serviu como Comandante Geral do Exército dos Estados Unidos da América (EUA) na Europa, considerou, na quarta-feira, que a “mobilização militar parcial” anunciada pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi uma decisão de “cair o queixo”. No entanto, não pelos melhores motivos e tratar-se-á de "um novo sinal de fraqueza da Rússia".
 
“A anunciada mobilização de 300.000 ‘reservistas’ de Putin estava a fazer cair-me o queixo esta manhã, mas não pela razão que alguns poderiam suspeitar”, começou por afirmar o ex-militar na rede social Twitter. “Porquê? Porque eu sei como os soldados russos são treinados - em treinos básicos e nas suas unidades”. 

Hertling fez uma comparação entre o treino do exército dos EUA e da Rússia e frisou que “maioria dos novos soldados americanos recebe 10 semanas de treino básico”, passando depois por “treino avançado” numa “especialidade” - seja infantaria, artilharia, logística ou informação.

Porque é que a mobilização é "um novo sinal de fraqueza da Rússia?"

Dos "novatos" aos "treinos básicos". A mobilização de 300 mil reservistas é de fazer "cair o queixo", mas porquê? A explicação de Mark Hertling, ex-Comandante Geral do Exército dos Estados Unidos da América (EUA) na Europa.

Notícias ao Minuto | 10:07 - 22/09/2022


  

Podolyak. "É hora de pagar por odiar os outros. É tempo de morrer"

Marta Amorim | há 5 dias

O principal conselheiro presidencial da Ucrânia comentou, esta quinta-feira, as medidas anunciadas ontem pelo presidente da Rússia, que têm vindo a gerar protestos durante os quais já foram detidas mais de mil pessoas.

"A sociedade russa queria sentir a guerra... Agora sente-a por completo", escreveu Mykhaylo Podolyak numa publicação partilhada no Twitter.

Podolyak. "É hora de pagar por odiar os outros. É tempo de morrer"

Responsável ucraniano enumerou algumas formas como a população russa vai "sentir" a guerra.

Notícias ao Minuto | 10:09 - 22/09/2022

Dos 215 prisioneiros devolvidos, 108 eram do batalhão Azov

Marta Amorim | há 5 dias

A Ucrânia anunciou na quarta-feira a troca com a Rússia de 215 soldados. Segundo declarações de Zelensky, 188  eram defensores de Azovstal e Mariupol, sendo que 108 eram mesmo do Batalhão Azov.

"Recordamos e tentamos salvar toda a gente", escreveu o presidente ucraniano vangloriando a ação. Os cinco comandantes Azov libertados ficarão "em condições confortáveis na Turquia até ao fim da guerra". "Poderão ver as suas famílias. Agradeço sinceramente ao Presidente Erdogan pelo seu papel de liderança na libertação do nosso povo", escreveu ainda o líder. 


  

Mais de 1.380 pessoas detidas em protestos na Rússia contra mobilização

Marta Amorim | há 4 dias

Pelo menos 1.386 pessoas foram detidas na Rússia nos protestos realizados na quarta-feira contra a mobilização parcial de cidadãos decretada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, para combaterem na guerra na Ucrânia, declarou hoje uma organização não-governamental (ONG).
  

Mais de 1.380 pessoas detidas em protestos na Rússia contra mobilização

Pelo menos 1.386 pessoas foram detidas na Rússia nos protestos realizados na quarta-feira contra a mobilização parcial de cidadãos decretada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, para combaterem na guerra na Ucrânia, declarou hoje uma organização não-governamental (ONG).

Lusa | 08:31 - 22/09/2022

"Como sair da Rússia". A pesquisa que subiu (em flecha) entre os russos

Marta Amorim | há 4 dias

O presidente russo Vladimir Putin anunciou esta quarta-feira, dia 21, uma mobilização militar parcial no país - o que fará com 300 mil reservistas tenham de se preparar para combater no conflito na Ucrânia.

O anúncio de Putin não parece ter sido bem recebido por alguns cidadãos russos que, a julgar pelas imagens que têm circulado pela Internet, parecem estar dispostos a abandonar a Rússia depois desta mobilização parcial. A reforçar esta ideia está o facto de o número de pesquisas de “como sair da Rússia” no Google também ter sido alvo de um interesse fora do normal. Recordar que a Google é o segundo motor de busca mais utilizado na Rússia, atrás da alternativa russa Yandex.

“Putin está a correr grandes riscos políticos"

Marta Amorim | há 5 dias

No ponto de situação divulgado diariamente pela Defesa britânica, pode ler-se que “a Rússia vai sentir dificuldades logísticas e administrativas só para conseguir acrescentar esses 300.000 homens”.

“Terão de treinar novas formações com estes elementos, o que torna pouco provável que estes estejam prontos a combater durante meses”, revela o documento.

“Mesmo uma mobilização limitada como esta será muito pouco popular junto da opinião pública russa”, afirma o relatório, referindo-se à mobilização de 300.000 militares na reserva feito por Vladimir Putin.

“Putin está a correr grandes riscos políticos na esperança de conseguir obter a força militar necessária”, assevera a Defesa britânica.

“Esta medida é, essencialmente, uma admissão por parte da Federação Russa de que esgotou os seus recursos de soldados para combater voluntariamente na Ucrânia”, conclui a avaliação. 

Londres promete ajuda militar a Kyiv até à vitória contra a Rússia

Marta Amorim | há 5 dias

O Reino Unido vai continuar a fornecer ajuda militar à Ucrânia até o país vencer a Rússia, garantiu a primeira-ministra britânica, Liz Truss, durante a 77.ª Assembleia-Geral da ONU.

"Neste momento crítico do conflito, prometo que iremos manter ou aumentar o nosso apoio militar à Ucrânia pelo tempo que for necessário (...) Só ficaremos descansados quando a Ucrânia triunfar", disse Truss, no discurso proferido na quarta-feira.

 

Kyiv anuncia troca de 215 prisioneiros de guerra com Rússia

Marta Amorim | há 4 dias

A Ucrânia anunciou na quarta-feira a troca com a Rússia de 215 soldados, entre os quais os chefes da defesa da siderurgia de Azovstal, em Mariupol, que se tornou num símbolo de resistência à invasão russa.  

Veja aqui as fotos. 

Discurso de Zelensky aplaudido de pé na Assembleia-Geral da ONU

Marta Amorim | há 5 dias

O discurso do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na 77.ª Assembleia-Geral da ONU foi aplaudido de pé na quarta-feira por dezenas de delegações internacionais que assistiam ao pronunciamento, numa nova manifestação coletiva de apoio ao país.

Quem não se levantou, nem aplaudiu o discurso do presidente da Ucrânia foi, sem surpresa, a delegação russa, que assistiu ao momento de semblante fechado.

Finlândia prepara "solução" para impedir passagem de russos pelo país

Marta Amorim | há 5 dias

A Finlândia vai preparar uma "solução nacional" para limitar ou mesmo impedir a passagem de turistas russos pelo seu território, anunciou na quarta-feira o seu ministro dos Assuntos Estrangeiros.

O país nórdico já reduziu para um décimo, em setembro, o número de vistos concedidos a russos, em resposta à invasão da Ucrânia por Moscovo, mas é atualmente o único membro da União Europeia que faz fronteira com a Rússia a permitir a entrada de cidadãos russos com vistos Schengen.

Finlândia prepara "solução" para impedir passagem de russos pelo país

A Finlândia vai preparar uma "solução nacional" para limitar ou mesmo impedir a passagem de turistas russos pelo seu território, anunciou na quarta-feira o seu ministro dos Assuntos Estrangeiros.

Lusa | 06:26 - 22/09/2022

 

UE mantém ajuda militar à Ucrânia e vai aumentar sanções à Rússia

Marta Amorim | há 4 dias

O conselho de ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, reunido de emergência em Nova Iorque, "decidiu manter a ajuda militar à Ucrânia e aumentar as sanções económicas, setoriais e individuais à Rússia", disse Borrell aos jornalistas no final do encontro. 
 
"Foi uma decisão tomada rapidamente nesta reunião de emergência do conselho de ministros dos Negócios Estrangeiros e que demonstra a determinação da União Europeia [UE] em continuar a ajudar a Ucrânia a enfrentar a agressão russa", salientou.

Putin? "A UE não pode aceitar este tipo de atitude", diz Gomes Cravinho

Marta Amorim | há 5 dias

O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou que a UE "não se deixará intimidar" pelas ameaças do Presidente russo sobre uma escalada nuclear da guerra na Ucrânia e garantiu que Portugal vai apoiar a decisão coletiva de aplicar mais sanções a Moscovo.

Em declarações à imprensa portuguesa, no final de uma reunião de emergência de ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, na quarta-feira, em Nova Iorque, João Gomes Cravinho declarou que "foi unânime" o sentimento partilhado por todos os homólogos no encontro.
 
"Não há decisões formais, porque isto não foi uma reunião formal. Contudo, é uma reunião que teve uma presença da grande maioria dos MNE e, portanto, permitiu tirar o pulso político daquilo que é o sentimento coletivo em relação a três novas dimensões que resultam do discurso do presidente Putin: em primeiro lugar, a sua decisão quanto à mobilização parcial; segundo, a ideia de avançar com referendos ilegais que permitem a anexação do território ucraniano pela Rússia; e terceiro, muito lamentavelmente, as suas ameaças explícitas em relação à utilização de armas de destruição maciça", afirmou.

Putin? "A UE não pode aceitar este tipo de atitude", diz Gomes Cravinho

O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou que a UE "não se deixará intimidar" pelas ameaças do Presidente russo sobre uma escalada nuclear da guerra na Ucrânia e garantiu que Portugal vai apoiar a decisão coletiva de aplicar mais sanções a Moscovo.

Lusa | 06:07 - 22/09/2022

Para recordar...

Marta Amorim | há 5 dias

Bom dia

Marta Amorim | há 5 dias

Bom dia! Damos início a mais um acompanhamento AO MINUTO dos últimos acontecimentos relacionados com a guerra na Ucrânia. Poderá recordar o registo de quarta-feira no link abaixo:

AO MINUTO: "Punição justa"; Coreia do Norte rejeita fornecimento de armas

Acompanhe aqui AO MINUTO os mais recentes desenvolvimentos sobre a guerra na Ucrânia.

Notícias ao Minuto | 08:16 - 21/09/2022

 

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