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Missão da ONU retira-se de cidade no nordeste da RDCongo após protestos

As forças de manutenção da paz das Nações Unidas retiraram-se de Butembo, no nordeste da República Democrática do Congo (RDCongo), após protestos no final de julho naquela região contra a missão da ONU no país, referiram as autoridades.

Missão da ONU retira-se de cidade no nordeste da RDCongo após protestos
Notícias ao Minuto

15:41 - 18/08/22 por Lusa

Mundo RDCongo

"A Monusco [missão da ONU na RDCongo] já partiu (...). Quanto ao equipamento que ainda se encontra na cidade, encontrar-nos-emos em Goma [capital da província do Kivu Norte, onde se encontra Butembo] com os responsáveis da missão para ver como retirá-lo", disse hoje à imprensa local o governador militar da província, Constant Ndima, citado pela agência Efe.

As tropas da ONU retiraram-se após fortes mobilizações no dia 25 de julho, que levaram nos dias seguintes ao assalto e pilhagem das instalações da organização em Goma, antes de se propagarem a outras localidades, tais como Butembo e Uvira (esta última no vizinho Kivu do Sul).

Centenas de pessoas saíram à rua para acusar a missão da ONU - que está no país há mais de duas décadas - de ineficiência na luta contra grupos armados que operam na região.

Além de provocar a retirada do pessoal da ONU, os protestos deixaram um rasto de 33 mortos, incluindo civis e quatro 'capacetes azuis', de acordo com números oficiais.

No início de agosto, o Presidente da RDCongo, Félix Tshisekedi, falou com o secretário-geral da ONU, António Guterres, para abordar a crise, confirmando que está em vigor um "plano de retirada faseado" para a Monusco para 2024.

A missão - cujo mandato foi renovado por mais um ano pelo Conselho de Segurança da ONU em dezembro de 2021 - retirou as suas tropas da província oriental de Tanganica em junho passado, na sequência de uma redução da violência na região.

Do mesmo modo, como resultado desta crise, o Governo congolês anunciou numa carta tornada pública em 03 de agosto a expulsão do porta-voz da Monusco, Mathias Gillmann, considerando que a sua "presença" não contribuiu para "favorecer um clima de confiança mútua e de serenidade".

Os meios de comunicação congoleses atribuíram o descontentamento das autoridades às afirmações públicas de Gillmann sobre a falta de capacidade da missão e das forças armadas congolesas para lidar com o grupo rebelde Movimento 23 de Março (M23), um dos muitos que lutam no leste do país, mas com uma capacidade militar excecional.

O leste da RDCongo tem estado mergulhado em conflito desde 1998, alimentado por milícias rebeldes e ataques de soldados do exército, apesar da presença de Monusco, que conta com cerca de 14.000 militares.

Leia Também: Rebeldes do M23 negam ataque a central financiada pela UE na RDCongo

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