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Rússia nomeia novo comandante para Frota do Mar Negro

A Rússia escolheu um novo comandante para a Frota russa no Mar Negro, avançou a agência noticiosa estatal russa RIA Novosti, citando fontes militares, embora um porta-voz militar tenha negado a nomeação.

Rússia nomeia novo comandante para Frota do Mar Negro

O grupo de comunicação social RBC citou mais tarde um porta-voz da Frota do Mar Negro que negou a nomeação, dizendo que a informação da mudança de comandante não passava de um boato.

Se a nomeação for confirmada, a elevação de Viktor Sokolov para a posição de comandante, até agora ocupada por Igor Osipov, corresponderá a uma das mais importantes remodelações na força militar russa desde o início da invasão da Ucrânia. 

Durante a guerra, a Frota do Mar Negro sofreu uma série de retrocessos no campo de batalha, como o naufrágio do seu navio-almirante -- o Moskva --, e várias perdas durante a retirada russa da Ilha da Serpente, no delta do Danúbio, dois meses depois.

A região da Crimeia ocupada pela Rússia, onde está baseada a frota russa, foi também atingida nas últimas semanas por uma série de ataques que a Rússia descreveu como acidentais e atos de sabotagem, apesar de terem sido atribuídos pelos especialistas ao exército ucraniano. 

Entre os incidentes estão as explosões que atingiram a base aérea de Saki e o quartel-general da Frota do Mar Negro na cidade portuária de Sevastopol, onde Sokolov foi agora apresentado, segundo a RIA Novosti, aos membros do conselho militar.

"Não houve nenhum evento público, e provavelmente não haverá, devido ao nível de alerta terrorista amarelo acionado na cidade", comentaram as mesmas fontes à agência noticiosa.

Sokolov, de 59 anos, ocupou até à data vários altos cargos na marinha russa e tem estado, desde 2020, à frente de uma academia naval em São Petersburgo.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 12 milhões de pessoas de suas casas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de seis milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também segundo as Nações Unidas, cerca de 16 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que está a responder com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca à energia e ao desporto.

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