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Detido suspeito de disparos que feriram oito israelitas em Jerusalém

A polícia israelita anunciou hoje a detenção de um homem suspeito de ter disparado contra um autocarro perto da Cidade Velha de Jerusalém, ferindo oito israelitas, num alegado ataque palestiniano.

Detido suspeito de disparos que feriram oito israelitas em Jerusalém

"O terrorista está nas nossas mãos", disse o porta-voz da polícia, Eli Levy, à rádio pública israelita Kan.

A seguir ao ataque, as forças de segurança israelita tinham invadido o bairro vizinho de Silwan, um bairro palestiniano, perseguindo o suspeito do ataque.

Após uma intensa operação policial na área, o suspeito do ataque entregou-se às autoridades e a alegada arma do crime foi apreendida, confirmou Levy.

Duas das vítimas estão em estado grave, incluindo uma mulher grávida com lesões abdominais e um homem com ferimentos de bala na cabeça e pescoço, de acordo com os hospitais israelitas que receberam os feridos.

O tiroteio ocorreu enquanto o autocarro esperava num estacionamento perto do Muro das Lamentações, considerado o local mais sagrado onde os judeus podem rezar.

Zaki Heller, porta-voz do Magen David Adom, o equivalente israelita da Cruz Vermelha, disse que todos os feridos, uma mulher e seis homens, estavam conscientes quando os socorristas chegaram ao local do ataque, junto ao Túmulo de David.

As autoridades israelitas descreveram o ataque como um "ataque terrorista" cometido por palestinianos, enquanto o grupo islâmico Hamas celebrou o tiroteio como um "ato heróico de resistência".

O incidente acontece uma semana depois de Israel e a Jihad Islâmica Palestiniana (JIP) terem acordado um cessar-fogo, para colocar fim a uma escalada de violência de três dias, que deixou pelo menos 44 palestinianos mortos, incluindo 15 crianças, e mais de 360 feridos.

O acordo de cessar-fogo, mediado pelo Egito, foi antecedido e seguido pelo lançamento de uma série final de projéteis de artilharia a partir de ambos os lados beligerantes na Faixa de Gaza.

Durante os últimos três dias de hostilidades, a Jihad Islâmica disparou mais de 930 'rockets' de Gaza para Israel, segundo estimativas do exército israelita, a grande maioria dos quais caiu em áreas despovoadas ou foi intercetada pelo sistema de defesa aérea israelita, segundo a mesma fonte.

Os bombardeamentos israelitas, em contrapartida, atingiram mais de 160 alvos, alegadamente pertencentes ao JIP. Estas incluíam instalações de fabrico e armazenamento de armas, locais de lançamento de foguetes e uma rede de túneis alegadamente utilizados pelo grupo, considerado "terrorista" por Israel, pelos Estados Unidos da América e pela União Europeia.

De acordo com Mohamad al-Hindi, que dirige o departamento político da Jihad Islâmica em Gaza, as condições do acordo de cessar-fogo incluem o abrandamento do bloqueio israelita a Gaza, a entrada de combustível para a reativação da central elétrica e a libertação de Bassem Saadi, um líder superior do grupo, detido por Israel no início do mês.

Leia Também: Oito israelitas feridos a tiro em Jerusalém, uma semana após cessar-fogo

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