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Ex-presidente do Burkina Faso autorizado a viajar por razões médicas

O ex-presidente do Burkina Faso Roch Kaboré foi autorizado a deixar o país por "razões médicas", na primeira viagem ao estrangeiro desde que foi derrubado pelos militares, em janeiro, segundo uma fonte governamental e da sua comitiva.

Ex-presidente do Burkina Faso autorizado a viajar por razões médicas
Notícias ao Minuto

15:53 - 11/08/22 por Lusa

Mundo Roch Kaboré

"Após obter autorização prévia das autoridades militares, o presidente Kaboré irá aos Emirados Árabes Unidos por razões médicas", disse um membro da sua comitiva, acrescentando que o antigo chefe de Estado irá, "em breve, acompanhado pela sua esposa".

Uma fonte governamental confirmou a informação, dizendo que "o governo tem trabalhado diligentemente para facilitar esta viagem" por "razões humanitárias", sem avançar mais pormenores.

"Ele está num estado de saúde frágil há algum tempo e tem de se submeter a exames médicos para obter melhores cuidados", disse um membro sénior do seu partido, o Movimento Popular para o Progresso (MPP).

A data da sua partida não foi especificada, mas os meios de comunicação locais disseram que Kaboré deveria deixar hoje Ouagadougou para "Dubai, via Abidjan".

Acusado de não conseguir conter a violência extremista islâmica que assola o Burkina Faso desde 2015, o antigo presidente Kaboré, 65 anos, foi derrubado em 24 de janeiro por uma junta militar liderada pelo tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba, agora presidente de transição.

Inicialmente colocado em prisão domiciliária em Ouaga 2000, um distrito elegante de Ouagadougou, Kaboré foi autorizado a regressar à sua residência privada na capital burkinabê, no início de abril.

Enquanto os seus apoiantes acreditavam que ainda não era livre, o governo assegurou-lhes que tinha sido "totalmente libertado".

Em meados de junho, o tenente-coronel Damiba recebeu-o para "aliviar a situação política".

Nesta primeira aparição pública desde abril, Kaboré apareceu muito fraco, levantando preocupações entre os seus apoiantes sobre a sua saúde.

No início de agosto, foi impedido pelos seus apoiantes de participar numa reunião organizada pelo governo com outros antigos chefes de Estado, incluindo Blaise Compaoré, para "acelerar a reconciliação nacional" e encontrar uma solução para refrear a violência 'jihadista'.

Leia Também: Burkina Faso. Libertado ex-presidente detido após golpe de Estado

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