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EUA. Negacionistas eleitorais vencem primárias no Wisconsin e Minnesota

Vários candidatos que negam a legitimidade da eleição de Joe Biden em 2020 conquistaram nomeações nas primárias republicanas no Wisconsin e Minnesota, podendo ser eleitos para cargos decisivos nas eleições intercalares de novembro.

EUA. Negacionistas eleitorais vencem primárias no Wisconsin e Minnesota

A republicana Amy Loudenbeck, uma promotora de alegações incorretas e infundadas relativas à eleição de 2020, venceu a primária no Wisconsin e será a candidata ao cargo de secretária de Estado, frente ao incumbente democrata Doug La Follette. 

Loudenbeck tinha questionado, antes das eleições presidenciais de 2020, se pessoas com deficiências deveriam poder votar.

No Wisconsin, ao contrário de outros estados, não é o secretário de Estado que detém o poder máximo em relação à supervisão e certificação de eleições. Mas Loudenbeck quer mudar isso. 

A republicana foi uma crítica feroz das decisões da Comissão de Eleições do Wisconsin em 2020 e, se vencer, pretende desmantelar a agência e captar o seu poder.

"Os eleitores do Wisconsin deram o primeiro passo no sentido de restaurar propósito e respeito ao gabinete da Secretaria de Estado", afirmou Loudenbeck em comunicado após garantir a nomeação. 

O cargo de secretário de Estado ganhou especial importância nos últimos dois anos após as tentativas por parte de Donald Trump e alguns aliados de subverter a certificação de eleições em estados-chave. 

Em várias primárias republicanas, avançaram candidatos que promovem as teorias falsas de que houve fraude na vitória de Joe Biden para estes cargos decisivos. Se ganharem em novembro, estes candidatos terão o poder de interferir na certificação dos resultados de 2024. 

A republicana Kim Crockett conta-se entre eles, depois de vencer a nomeação para secretária de Estado do Minnesota contra o incumbente democrata Steve Simon. 

Crockett acusou os oficiais das eleições no estado de usarem a pandemia de covid-19 como encobrimento para "mudar como votamos e como os votos são contados". 

Em comunicado divulgado após a conquista da nomeação, a candidata disse que o seu "objetivo fundamental é restaurar a confiança de todos nas eleições do Minnesota". 

O oponente e atual detentor do cargo, Steve Simon, descreveu a visão da candidata republicana como "obscura, fraturante e perigosa" e considerou que ela é "uma extremista hiper-partidária que abraça teorias da conspiração bizarras e promove a intolerância". 

Crockett esteve envolta em controvérsia depois de mostrar um vídeo onde atacava vários democratas judeus, incluindo Steve Simon. 

No Connecticut, onde o secretário de Estado democrata Mark Kohler optou por não se recandidatar, os eleitores republicanos votaram no ex-presidente do grupo "Fight Voter Fraud Inc." Dominic Rapini. 

No estado de Vermont, a candidatura foi atribuída a H. Brooke Paige, que concorreu sem oposição do lado republicano. 

As primárias vão continuar até setembro. Em novembro, as eleições intercalares irão decidir o controlo do congresso mas também outros cargos decisivos, como o de governadores e secretários de estado. 

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