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Truss e Sunak com visões opostas para lidar com aumentos na energia

Os candidatos à liderança do governo britânico foram hoje confrontados com o aumento previsto da fatura da eletricidade, com Liz Truss a recusar comprometer-se com novas medidas, enquanto Rishi Sunak prometeu reforçar o apoio às famílias.

Truss e Sunak com visões opostas para lidar com aumentos na energia

O tema surgiu depois de a consultora Cornwall Insight ter divulgado hoje uma análise, que prevê que o limite do custo de energia estabelecido para cada cidadão subirá vertiginosamente para as 3.582 libras (cerca de 4.234 euros) a partir de outubro, face às 1.971 libras atuais (cerca de 2.330 euros).

Num evento de campanha em Huddersfield, no norte de Inglaterra, a ministra dos Negócios Estrangeiros, favorita segundo as sondagens para conquistar as primárias do Partido Conservador e suceder a Boris Johnson como primeira-ministra, insistiu que as suas prioridades são cortar impostos e impulsionar o crescimento económico.

"O que defendo é permitir que as pessoas mantenham mais dinheiro nos seus próprios bolsos", referiu Truss, admitindo ao mesmo tempo que, caso chegue a Downing Street, "será necessário lidar com as circunstâncias à medida que surgirem".

Por sua vez, o ex-ministro da Economia britânico sustentou que enquanto ocupou o cargo, entre fevereiro de 2020 e julho deste ano, dedicou 15.300 milhões de libras (cerca de 18.000 milhões de euros) em "ajudas destinadas às famílias" e garantiu que "voltaria a agir" desta forma, depois de saber quando é que irá aumentar a fatura da eletricidade.

"Liz Truss mostrou-se ao recusar por cinco vezes dizer que ofereceria apoio direto a famílias e reformados britânicos neste inverno", destacou um porta-voz da campanha de Rishi Sunak, em declarações aos jornalistas.

Na última sondagem divulgada no final de julho pelo influente 'site' ConservativeHome, a ministra tinha uma vantagem de 32 pontos percentuais (58% dos votos contra 26% de Sunak), resultado consistente com um outro estudo publicado na quarta-feira pelo YouGov, que apresentava uma vantagem de 34 pontos.

Esta é uma diferença semelhante à que Boris Johnson obteve quando venceu as primárias de 2019, contra Jeremy Hunt.

Johnson continua a liderar o governo do Reino Unido até serem conhecidos os resultados das primárias.

No entanto, o "futuro primeiro-ministro" terá a seu cargo tomar medidas contra a crise do custo de vida, disse hoje o gabinete do chefe do executivo, o demissionário Boris Johnson, que está a ser responsabilizado pelo agravamento da situação económica.

O líder conservador, que deveria estar a chefiar o Governo de gestão, foi em lua-de-mel para a Eslovénia na semana passada, quando o banco central avisou que a inflação iria exceder os 13% no outono, mergulhando o Reino Unido na sua mais longa recessão desde a crise financeira de 2008.

O ministro das Finanças britânico, Nadhim Zahawi, também se encontrava longe de Londres.

"Por convenção, não cabe a este primeiro-ministro fazer grandes alterações orçamentais durante este período (provisório). Caberá ao futuro primeiro-ministro" fazê-lo, disse um porta-voz de Downing Street.

Boris Johnson demitiu-se no início de julho, após meses de escândalos. Os membros do Partido Conservador vão eleger em agosto o seu sucessor, que será anunciado em 05 de setembro.

Leia Também: Reino Unido. Empresa prepara restrições ao uso de água devido à seca

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