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Parlamento grego antecipa atividade devido a escândalo de escutas ilegais

O Governo grego anunciou hoje a antecipação do recomeço das atividades parlamentares em uma semana, após aceitar o pedido da oposição de esquerda para um "debate extraordinário" no hemiciclo sobre o escândalo das escutas telefónicas que agita o país.

Parlamento grego antecipa atividade devido a escândalo de escutas ilegais
Notícias ao Minuto

18:40 - 09/08/22 por Lusa

Mundo Grécia

"O Governo decidiu antecipar a abertura do parlamento para 22 de agosto em vez de 31 de agosto como estava inicialmente previsto", indicou aos 'media' o porta-voz do executivo, Yannis Economou.

O Governo conservador de Kyriakos Mitsotakis está sob grande pressão após a revelação de escutas telefónicas realizadas pelos serviços nacionais de informações (EYP) em 2021 a Nikos Androulakis, um eurodeputado e eleito líder do Movimento socialista pan-helénico (Pasok-Kinal, sociais-democratas), o terceiro partido da oposição.

Na noite de segunda-feira, o primeiro-ministro conservador e líder da Nova Democracia (ND), a principal formação da direita grega que garante uma maioria no parlamento, admitiu as escutas telefónicas ilegais do EYP dirigidas a Nikos Androulakis, considerando-as "um erro".

Algumas horas depois, Alexis Tsipras, o chefe do Syriza, principal força da oposição grega, pediu o "fim das férias de verão" do parlamento e "um debate extraordinário na assembleia" sobre as escutas ilegais.

"Hoje ninguém pode dizer quantos políticos, jornalistas e outros cidadãos foram vítimas deste procedimento", justificou Tsipras, antigo primeiro-ministro da Grécia (2015-2019).

O assunto, que na semana passada implicou duas demissões no círculo próximo de Mitsotakis, o chefe do EYP, Panagiotis Kontoleon, e o secretário-geral do gabinete do primeiro-ministro, Grigoris Dimitriadis, continua a contaminar o debate político na Grécia, com a oposição a exigir a demissão do governante e líder conservador.

"O primeiro-ministro tenta ganhar tempo mas o tempo joga contra ele", indicou, na segunda-feira, Nikos Androulakis, após Mitsotakis ter rejeitado qualquer responsabilidade no caso e assegurar que não estava ao corrente da decisão do EYP sobre a vigilância dirigida a Androulakis.

No dia 26 de julho, Androulakis apresentou uma queixa junto dos procuradores do Supremo Tribunal, ao denunciar que tinha existido uma tentativa de espiar o seu telemóvel através do programa de 'spyware' ilegal designado Predator.

O político da oposição, também membro do Parlamento Europeu, disse que teve conhecimento da tentativa de espionagem pelo Predator após ter sido informado poucos dias antes pelo serviço de cibersegurança da assembleia europeia.

Atual dirigente do terceiro maior partido da Grécia, Androulakis deverá afirmar-se como a balança de poder nas próximas legislativas, previstas para meados de 2023 e caso nenhum partido consiga garantir a maioria absoluta que lhe permita governar sem coligações, como sugerem as atuais sondagens.

Em comunicado hoje divulgado, a secção grega dos direitos humanos (HLHR) indicou que "apenas em 2021, 15.470 decisões do procurador relacionavam-se com o levantamento do segredo por motivos de 'segurança nacional' mas que o número de pessoas seguidas é muito mais elevado".

A organização não-governamental (ONG) considerou "insuficientes" as explicações emitidas na segunda-feira pelo primeiro-ministro e lamentou as "derrapagens institucionais" do Governo conversador helénico.

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