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Ativistas filmam vários casais e mostram preconceito na Riviera Francesa

Imagens mostram casal branco a apanhar sol depois de ser dito a casal negro que não podiam entrar na praia.

Ativistas filmam vários casais e mostram preconceito na Riviera Francesa
Notícias ao Minuto

20:46 - 08/08/22 por Notícias ao Minuto

Mundo França

Ativistas antirracistas decidiram filmar secretamente praias privadas na Costa Azul e, após terem acesso às imagens, planeiam executar uma ação judicial alegando discriminação nesta região de França.

A organização de direitos humanos SOS-Racisme enviou casais de diferentes origens étnicas a locais costeiros exclusivos e utilizou câmaras fotográficas escondidas para registar a forma como cada um foi recebido.

Um casal descrito como sendo de "aparência norte-africana", que solicitou espreguiçadeiras, foi informado de que estavam todas reservadas. Porém, minutos mais tarde, um casal branco que fez o mesmo pedido na mesma praia privada recebeu espreguiçadeiras na primeira fila perto do mar.

Alguns funcionários revelaram que não estavam autorizados a fazer uma reserva para espreguiçadeiras em praias privadas se lhes fosse dado um nome que "soasse estranho", informa o jornal britânico The Guardian.

"Se fosse dado um nome africano, o lugar estava cheio. Quando telefonei e dei um nome francês, estranhamente, ainda havia lugares", disse um ativista. Contudo, existem outros fatores que podem influenciar a resposta obtida quando se tenta fazer uma reserva. "Descobrimos que a discriminação pode ser baseada no vestuário, cor da pele, aparência física e origem da pessoa. É injusto e intolerável viver assim", lamentou Karima Es-slimani, membro do SOS Racisme Nice.

A SOS-Racisme tem levado a cabo operações secretas semelhantes para realçar a discriminação desde os anos 90, mas é a primeira vez que testa praias privadas na Riviera francesa.

Segundo a organização, um terço das praias privadas em Juan-les-Pins e Antibes praticam discriminação ilegal e dois terços das discotecas e bares em Marselha e Aix-en-Provence fazem uma seleção também ilegal de clientes com base nas suas origens. 

Como tal, a organização está a elaborar um relatório para apresentar a advogados. "Estamos a trabalhar com advogados pró-bono que precisam de muitos detalhes para tomar medidas legais contra estes locais. Também utilizarão esta informação para elaborar relatórios anuais delineando a discriminação por área", divulgou Paula Cornette da SOS Racisme.

Não foram nomeados os estabelecimentos privados onde decorreu esta investigação.

Leia Também: ONU deve pedir aos EUA ações imediatas para erradicar racismo estrutural

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