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Figuras políticas britânicas e internacionais reagem à saída de Johnson

Várias figuras políticas britânicas e internacionais reagiram à demissão de Boris Johnson da liderança do Partido Conservador, hoje anunciada, incluindo o ex-primeiro-ministro conservador John Major que defende a saída imediata do governante de Downing Street.

Figuras políticas britânicas e internacionais reagem à saída de Johnson

"A proposta para o primeiro-ministro permanecer no cargo -- até três meses --, depois de perder o apoio do seu gabinete, do Governo e do seu partido parlamentar é insensata, e poderá ser insustentável", afirmou o antigo primeiro-ministro britânico John Major.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, demitiu-se hoje da liderança do Partido Conservador, mas disse que se manterá na chefia do Governo até à eleição de um novo líder dos conservadores, apesar das vozes de dentro e fora do partido para que deixe já o executivo.

A demissão do líder conservador, de 58 anos, que assumiu o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido em julho de 2019, ocorreu após a saída de dezenas de membros do seu executivo e de uma sucessão de escândalos.

Na comunicação ao país, Johnson disse hoje que o calendário para a eleição do novo líder conservador será anunciado na segunda-feira, mas a comunicação social britânica noticiou que o processo poderá não estar concluído antes do outono.

Na rede social Twitter, Dominic Cummings, o antigo e controverso assessor de Boris Johnson, também conhecido como o maior estratega do 'Brexit' (processo de saída do Reino Unido da União Europeia), também comentou o anúncio: "Expulsem-no já ou causará uma carnificina, neste momento só está a ganhar tempo para tentar ficar".

"A partida de Boris Johnson abre uma nova página nas relações com o Reino Unido. Que seja mais construtiva, mais respeitosa dos compromissos assumidos, em particular no que diz respeito à paz e estabilidade na Irlanda do Norte, e mais amiga dos parceiros na União Europeia (UE)", desejou, por sua vez, o ex-negociador da UE no processo 'Brexit', Michel Barnier.

Outra reação surgiu de Jeffrey Donaldson, líder do Partido Democrata Unionista (DUP), a segunda maior força política da Irlanda do Norte, que advertiu que a substituição de Boris Johnson implicará "desafios significativos", tanto "a nível interno como internacional".

"Finalmente. Fim de um espetáculo indigno. Boris Johnson queria manter o poder e o seu próprio ego (...). Agora, a tempestade teatral britânica deve acabar", escreveu, por sua vez, Bernd Lange, co-presidente do grupo de contacto UE-Reino Unido no Parlamento Europeu, na rede social Twitter.

Depois de David Cameron, em 24 de junho de 2016, e de Theresa May, em 24 de maio de 2019, Johnson é o terceiro primeiro-ministro conservador a demitir-se em apenas seis anos.

Leia Também: Boris Johnson entra na história, vítima dos próprios escândalos

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