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Kremlin critica "posição muito pouco amistosa" do Japão face à Rússia

As declarações surgem depois do Japão se ter juntado aos aliados ocidentais na aplicação de sanções económicas à Rússia.

Kremlin critica "posição muito pouco amistosa" do Japão face à Rússia
Notícias ao Minuto

12:53 - 06/07/22 por Notícias ao Minuto

Mundo Guerra na Ucrânia

O Kremlin criticou, esta quarta-feira, o Japão por aquilo que considerou ser uma "posição muito pouco amistosa" face à Rússia. Segundo a Reuters, Dmitry Peskov disse ainda que esse facto dificultava o desenvolvimento das relações económicas entre ambos os países, inclusivamente no domínio da energia.

"O Japão está a tomar uma posição muito pouco amistosa em relação à Rússia. Em qualquer caso, uma tal posição pouco amistosa não ajuda a facilitar as relações comerciais e económicas, incluindo o diálogo sobre a energia", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, aos repórteres.

As declarações surgem depois do Japão se ter juntado aos aliados ocidentais na aplicação de sanções económicas à Rússia, na sequência da invasão sobre a Ucrânia. Mas também depois de terem surgido relatos que dão conta de que o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, terá proposto  que o preço do petróleo russo fosse limitado a cerca de metade do atual.

"Discutimos ontem a proposta de Kishida e dissemos que esta é apenas uma iniciativa anunciada, não foram tomadas decisões consolidadas", apontou Peskov, a propósito desta temática. "É duvidoso que tais decisões pudessem ser tomadas, falando francamente", acrescentou.

Fazendo um comentário mais aprofundado sobre este tema, o ex-presidente russo Dmitry Medvedev avisou, na terça-feira, que os preços globais do petróleo poderiam exceder os 300 ou 400 dólares por barril se estas propostas para uma aplicação de preços máximos fossem efetivamente implementadas. 

Medvedev também disse que, nesse caso, o Japão "não teria petróleo nem gás da Rússia" como resultado de uma decisão dessa natureza.

A ideia para uma limitação do preço de compra do petróleo russo foi manifestada pela primeira vez pela secretária do Tesouro dos Estados Unidos da América, Janet Yellen, no mês passado - tendo sido posteriormente discutida pelas nações do G7. O acordo final e o limite a aplicar ainda está para ser anunciado.

Leia Também: Kremlin não sabe onde estão norte-americanos capturados, diz Peskov

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