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Rudy Giuliani e senador republicano intimados por tribunal na Geórgia

Está a ser investigada uma tentativa de fraude eleitoral pela equipa jurídica de Donald Trump, para virar o estado da Geórgia para o antigo presidente em 2020.

Rudy Giuliani e senador republicano intimados por tribunal na Geórgia
Notícias ao Minuto

22:17 - 05/07/22 por Notícias ao Minuto

Mundo Estados Unidos da América

Uma série de indivíduos do círculo mais próximo de Donald Trump e dos seus esforços em virar o resultado das eleições presidenciais de 2020 foram intimados, esta terça-feira, pelo júri que está a analisar as provas contra o antigo presidente, num caso de interferência eleitoral. Entre as pessoas intimadas estão os advogados de Trump, Rudy Giuliani e John Eastman, e o senador do estado da Carolina do Sul, o republicano Lindsey Graham.

A notícia foi confirmada pela NBC News. Giuliani é conhecido pela queda em desgraça dos últimos anos, que o levou de reputado autarca de Nova Iorque a testa-de-ferro de Donald Trump, e um dos principais suspeitos nas tentativas de fraude eleitoral do ex-presidente norte-americano.

Já Eastman tornou-se conhecido nas últimas semanas, ao longo das audiências do comité que está a investigar o ataque ao Capitólio. Terá sido Eastman o advogado que teorizou com Trump a hipótese do vice-presidente simplesmente não certificar o resultado das eleições.

As intimações surgem depois de, no início do ano, um grande júri ter sido nomeado para apoiar o procurador do condado de Fulton (onde fica localizada a cidade de Atlanta, a capital do estado da Geórgia), na sua investigação para concluir se houve "tentativas coordenadas de alterar ilegalmente o resultado das eleições de 2020" no estado da Geórgia.

A Geórgia foi um dos estados mais disputados entre Trump e Joe Biden nas eleições de 2020, acabando por ser ganho pelo agora presidente democrata por algumas dezenas de milhares de votos. Foi também nesse estado que Trump, então ainda em funções, pressionou as autoridades eleitorais para "encontrarem" mais votos.

É neste contexto que surge a intimação a Lindsey Graham, já que o senador conservador e aliado de Trump terá contactado em novembro de 2020 o secretário de estado da Geórgia, Brad Raffensperger (a pessoa e o cargo responsáveis por certificar o resultado das eleições), para que este rejeitasse votos por correio, que penderam maioritariamente para os democratas por causa de circunstâncias em torno da pandemia.

Raffensperger, do próprio partido republicano, recusou e denunciou estas pressões para que rejeitasse votos perfeitamente legais.

Mais três advogados foram intimados pelo júri, incluindo Cleta Mitchell, a advogada presente na chamada entre Trump e Raffensperger, em que Trump pediu, sem espinhas, que o secretário de estado encontrasse mais 11 mil votos.

Os esforços de Trump e da sua equipa em tentar virar o resultado na Geórgia incidiram particularmente sobre dois civis, as trabalhadoras eleitorais da Geórgia, Ruby Freeman e a filha, Wandrea Moss. Ao comité do Congresso que está a investigar o ataque ao Capitólio - e, por aí ter tido origem, nas tentativas de fraude eleitoral pelo antigo presidente -, as duas contaram que foram assediadas e ameaçadas de morte depois de Rudy Giuliani ter partilhado fotografias das duas a contar votos.

Giuliani alegava que mãe e filha estariam a passar dispositivos USB "como cocaína e heroína". As duas mostraram, no entanto, que estavam a partilhar rebuçados de menta. Ainda assim, os grupos de extrema-direita e de supremacia branca que acompanham Trump assediaram as duas até estas se demitirem.

Leia Também: Capitólio: Comissão de investigação reúne mais provas contra Trump

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