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Doze detidos por negar insulina a menina diabética que acabou por morrer

Doze membros de um grupo religioso foram detidos esta terça-feira, dia 5, pela morte de uma menina de oito anos, na Austrália.

Doze detidos por negar insulina a menina diabética que acabou por morrer
Notícias ao Minuto

17:56 - 05/07/22 por Notícias ao Minuto

Mundo Austrália

Elizabeth Struhs era diabética e morreu em 7 de janeiro deste ano no sul de Brisbane, Austrália. As autoridades acreditam que lhe foi negada insulina durante quase uma semana.

No início deste ano, os pais foram acusados de assassinato, tortura e de fracassar em prover as necessidades da menina.

Agora, segundo os meios de comunicação locais, mais 12 pessoas foram detidas. Têm idades compreendidas entre 19 e 64 anos.

A polícia vai alegar que estes 12 membros de um grupo religioso estavam presentes e conscientes do estado de saúde da rapariga - e não procuraram assistência médica. A criança só foi dada como morta no dia seguinte ao seu óbito, segundo a polícia.

Os pais e os membros da seita rezaram pela recuperação de Elizabeth, porque acreditavam que a menina assim recuperaria, negando-lhe sempre insulina, o que a teria salvado. 

“Será alegado que, no total, 14 pessoas fizeram a escolha de negar à menina o direito a cuidados médicos. As detenções são o resultado de uma investigação de seis meses, na qual todos os agentes envolvidos se dedicaram a garantir que os supostos responsáveis pela sua morte sejam levados a tribunal”, afirmou o coordenador regional de crimes, o detetive Garry Watts.

O detetive afirmou que, em 40 anos como agente, nunca teve "um caso como este".

Jayde Struhs irmã mais velha da menina, ficou responsável pelos cinco irmãos menores. Para conseguir cuidar deles, criou uma angariação de fundos no GoFundMe. Ali, descreve que a família está "completamente destruída e de coração partido".  

"Aos 16 anos, tomei a decisão de fugir de casa e deixar minha família para trás por causa do culto movido pelo medo e pelas crenças controladoras de que os meus pais fazem parte", pode ler-se.

"Apesar de ter sido rejeitada pelos meus pais, tentei manter-me em contacto porque preocupo-me com os meus irmãos e tinha esperança que eles um dia tivessem uma vida normal. No dia 11 de janeiro, a minha família alargada foi confrontada pelas notícias que nos destruíram completamente e deixaram de coração partido. Descobrimos a morte da Elizabeth da forma mais cruel. Com tantas perguntas por responder, enfrentámos a realidade brutal de que as pessoas que a deviam ter protegido não o fizeram e que nunca descobriremos a totalidade do que aconteceu", acrescentou.

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