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Universidade quer Macau a atingir neutralidade de carbono em 2050

Um estudo da Universidade de Macau (UM) propôs quatro caminhos para o território atingir a neutralidade de carbono "por volta de 2050", anunciou hoje a instituição.

Universidade quer Macau a atingir neutralidade de carbono em 2050
Notícias ao Minuto

16:38 - 05/07/22 por Lusa

Mundo Macau

"Por volta de 2050, as emissões locais diretas de carbono provenientes da combustão de energia fóssil serão neutralizadas", caso sejam seguidos quatro caminhos propostos no estudo, sublinhou a universidade em comunicado.

"A equipa de investigação da UM prevê que a partir de 2025, as emissões locais diretas de carbono de Macau irão diminuir todos os anos" se se apostar em transportes terrestres elétricos, em transportes marítimos movidos a hidrogénio, na substituição de energia limpa local, como a energia solar, e em edifícios com baixo teor de carbono.

Ao mesmo tempo, salientou, "para lidar com a grande quantidade de eletricidade comprada consumida por Macau, a cidade precisa de participar ativamente no comércio de eletricidade verde e fornecer serviços complementares à rede elétrica do Sul da China".

No estudo adianta-se também que, uma vez que o Governo "pode fornecer incentivos económicos para a rede elétrica de Macau comprar eletricidade verde de fontes externas, espera-se que as emissões indiretas de carbono de Macau a partir de compras externas de eletricidade sejam neutralizadas antes de 2050".

Por fim, a UM sustentou que, "para a aplicação de tecnologias modernas na gestão integrada de sistemas energéticos urbanos, a Internet das coisas, grandes dados e tecnologias de inteligência artificial devem ser utilizados para alcançar o planeamento científico, operação e controlo de sistemas energéticos urbanos integrados".

A equipa de investigação, liderada pelo reitor da universidade, Yonghua Song, concluiu que "Macau tem o potencial para se afirmar como uma cidade pioneira na neutralidade de carbono na China".

O estudo foi publicado no Boletim da Academia de Ciências da China.

Leia Também: EDP antecipa para 2040 a redução em mais de 90% de emissões

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