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Ataques jihadistas mataram pelo menos 22 pessoas em Burkina Faso

Ataques de jihadistas mataram pelo menos 22 pessoas no noroeste de Burkina Faso e feriram outras, disse segunda-feira o governo daquele país.

Ataques jihadistas mataram pelo menos 22 pessoas em Burkina Faso

O ataque "cobarde e bárbaro" ocorreu no final de domingo na comuna de Bourasso, na província de Kossi, disse Babo Pierre Pierre Bassinga, governador da região de Boucle du Mouhoun, em comunicado.

A nação da África Ocidental foi invadida pela violência jihadista ligada à Al-Qaeda e ao grupo Estado Islâmico nos últimos anos.

A violência matou milhares e deslocou quase dois milhões de pessoas das suas casas.

O presidente democraticamente eleito de Burkina Faso foi derrubado em janeiro, por soldados, que prometeram proteger o país, mas desde então a violência aumentou.

Mais de 530 incidentes violentos ocorreram entre fevereiro e maio, o mais do dobro do nível durante o mesmo período de 2021, de acordo com o Armed Conflict Location & Event Data Project.

Pelo menos 135 pessoas foram mortas em 12 ataques jihadistas durante as duas primeiras semanas de junho, de acordo com um relatório de segurança interna para trabalhadores humanitários visto pela Associated Press.

Numa tentativa de conter a violência, no mês passado foi anunciada a criação de duas zonas militares nas regiões mais atingidas do Leste e do Sahel, forçando os civis a deixar as suas casas dentro de duas semanas e levantando preocupações de que isso iria piorar a crise dos deslocados.

Analistas consideram que a região de Boucle du Mouhoun, onde os ataques ocorreram no domingo, se tornou num centro para militantes, já que a violência antes concentrada nas regiões leste e norte se expandiu para o oeste.

"O último ataque no noroeste de Burkina Faso é outro elo da cadeia de terror incontrolável que atormentou o Sahel nos últimos dois anos", disse Laith Alkhouri, CEO da Intelonyx Intelligence Advisory, que fornece análises de inteligência. "Deve instar o governo a agir e procurar apoio de segurança internacional para conter a violência", acrescentou.

Leia Também: Líderes da CEDEAO discutem sanções ao Mali, Burkina Faso e Guiné-Conacri

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