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Patronato quer liderança "decisiva" na crise de energia na África do Sul

O patronato sul-africano exigiu hoje ao Governo do Congresso Nacional Africano (ANC), no poder na África do Sul desde 1994, para demonstrar "liderança decisiva" na crise de energia elétrica que se arrasta há cerca de 15 anos no país.

Patronato quer liderança "decisiva" na crise de energia na África do Sul

"O Governo precisa de mostrar liderança decisiva nesta questão", salientou o dirigente do Business Unity South Africa (BUSA), Cas Coovadia, à imprensa local, destacando o "impacto negativo" dos contínuos apagões na confiança dos empresários no país.

A estatal elétrica da África do Sul, Eskom, aumentou desde segunda-feira, em pleno inverno, o nível de cortes de energia para o sexto mais severo, numa escala de oito.

Em Joanesburgo, os mais de 10,5 milhões de habitantes na capital do país têm sido afetados com 12 a 16 horas por dia sem energia elétrica nos últimos quatro dias.

Os novos cortes de energia são os mais severos desde 2019 na África do Sul.

Em comunicado, divulgado hoje, a Eskom reiterou uma nova escalada de cortes de energia atribuindo os apagões a uma greve salarial "ilegal" de última hora, em curso na empresa.

"Devido à continuidade da greve ilegal, o corte de carga de nível seis será implementado das 14:00 até à meia-noite. O estágio seis será novamente implementado das 05:00 até à meia-noite de sexta-feira", refere-se no comunicado.

"Os altos níveis de absentismo e intimidação de funcionários em algumas das centrais continua a ser elevado", adiantou a estatal elétrica sul-africana, acrescentando que "isso dificultou a manutenção de rotina e outros requisitos operacionais, o que afetará ainda mais a confiabilidade das unidades de geração".

A ex-governadora da província de Gauteng, onde se situa Joanesburgo, a capital do país, e ex-ministra do ANC governante, Nomvula Mokonyane, que integra a direção do partido no poder, declarou que o ANC "desconhece" as razões dos recentes cortes de energia severos que afetam o país.

"Somos acusados pelo destacamento de quadros, mas os quadros que colocamos [nas empresas] nem nos dizem que estamos perante o estágio seis de corte de carga", declarou.

Segundo Nomvula Mokonyane, a direção do ANC governante reuniu-se de emergência na semana passada para discutir a situação precária que se vive na Eskom.

A África do Sul, que é considerada o maior produtor de eletricidade no continente, importa também 75% da produção total da Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB), em Moçambique, forçando a elétrica moçambicana EDM a comprar energia três vezes mais cara a produtores independentes para abastecer o seu mercado interno, segundo um estudo do Centro de Integridade Pública (CIP) de Moçambique, em 2019.

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