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Nova plano estratégico da NATO está "cheio de preconceitos ideológicos"

O Governo chinês disse hoje que se opõe "firmemente" ao novo Conceito Estratégico da NATO adotado esta semana em Madrid, que considerou estar "cheio de preconceitos ideológicos e apreciações do [período] da Guerra Fria".

Nova plano estratégico da NATO está "cheio de preconceitos ideológicos"
Notícias ao Minuto

13:56 - 30/06/22 por Lusa

Mundo NATO

"Trinta anos depois, a NATO continua com a sua estratégia de gerar inimigos e fomentar o confronto entre blocos", afirmou, em comunicado, a missão chinesa junto da União Europeia (UE).

"Este novo Conceito Estratégico ataca e difama maliciosamente a China. Daremos respostas firmes e determinadas a qualquer ato que prejudique os nossos interesses", lê-se na mesma nota.

O novo Conceito Estratégico da Aliança Atlântica, aprovado na quarta-feira, numa cimeira de líderes da NATO que hoje termina em Madrid, considera que a China "desafia os interesses, segurança e valores" dos aliados.

"O novo Conceito Estratégico afirma que são outros países que apresentam desafios, mas é a Aliança que está a gerar problemas em todo o mundo", apontou a missão diplomática chinesa.

"A NATO proclama-se uma organização de Defesa, que defende a ordem internacional baseada em regras, mas ignorou o Conselho de Segurança da ONU e travou guerras contra Estados soberanos", acusou.

Segundo o mesmo comunicado da representação chinesa, a Aliança afirmou que a sua zona de defesa não iria para além do Atlântico Norte, mas, "nos últimos anos, a NATO mostrou a sua força na região da Ásia-Pacífico, tentando provocar um confronto entre blocos, como tem feito na Europa".

"Quem está a desafiar a segurança global e a minar a paz mundial? Existe alguma guerra ou conflito nos últimos anos em que a NATO não tenha estado envolvida?", questionou a missão diplomática.

Aos olhos de Pequim, a China segue uma política externa "independente e pacífica" e "contribui para o desenvolvimento global e defesa da ordem internacional".

"A China nunca iniciou uma guerra ou invadiu outros países. Não interferimos nos assuntos internos das outras nações, não exportamos ideologias ou impomos sanções unilaterais", referiu o comunicado.

A missão chinesa junto da UE instou a NATO a parar de "provocar confrontos ao traçar linhas ideológicas, a abandonar a mentalidade da Guerra Fria" e a não "denegrir" a China.

Leia Também: NATO. Putin "deve retirar forças e acabar com guerra imediatamente"

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