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Kyiv corta laços com a Síria após reconhecimento de Donetsk e Lugansk

Na perspetiva de Zelensky, esta atitude da Síria trata-se de uma "história sem valor".

Kyiv corta laços com a Síria após reconhecimento de Donetsk e Lugansk
Notícias ao Minuto

23:13 - 29/06/22 por Notícias ao Minuto

Mundo Guerra na Ucrânia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou, esta quarta-feira, o fim dos laços diplomáticos entre o país que lidera e a Síria, após este Estado ter reconhecido a independência das duas repúblicas separatistas da Ucrânia, Donetsk e Lugansk.

"Não haverá mais relações entre a Ucrânia e a Síria", garantiu o chefe de Estado ucraniano, num vídeo publicado na rede social Telegram, aqui citado pelo The Guardian - onde acrescentou que a pressão das sanções contra a Síria "será ainda maior" a partir de agora.

Na perspetiva de Zelensky, esta atitude da Síria trata-se de uma "história sem valor".

Os estados separatistas de Donetsk e Lugansk, localizados na região do Donbass, são controlados por autoridades pró-russas desde o ano de 2014. No passado mês de fevereiro, Moscovo reconheceu a independência e soberania dos mesmos. Porém, esta quarta-feira, seria a vez da Síria tornar-se no primeiro Estado, com exceção da Rússia, a reconhecer formalmente as duas repúblicas separatistas.

De recordar que, em 2018, a Síria tinha já reconhecido a independência da Ossétia do Sul e da Abcásia, vistas internacionalmente como fazendo parte da Geórgia. Tal terá levado, também, este país a cortar os laços diplomáticos com a Síria.

De recordar que é precisamente na região do Donbass que prosseguem os mais violentos combates em território ucraniano - embora tenham já conseguido conquistar algumas cidades localizadas mais a sul, como é o caso de Mariupol, e continuem a levar a cabo bombardeamentos sobre outras regiões ucranianas. 

Nas primeiras semanas de invasão, que teve início a 24 de fevereiro, as tropas do Kremlin levaram a cabo várias tentativas de conquistar a capital ucraniana, Kyiv, as quais acabariam por abandonar a certo ponto.

Segundo os mais recentes dados da Organização das Nações Unidas (ONU), pelo menos 4.731 morreram e outras 5.900 ficaram feridas na sequência dos combates no terreno. No entanto, a organização alerta que o número real de vítimas poderá ser muito superior, dadas as dificuldades em contabilizar baixas civis em territórios controlados ou sitiados pelos russos.

Leia Também: "Não há problema" para a Rússia se a Finlândia e a Suécia aderirem à NATO

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