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  • 30 SETEMBRO 2022
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Sánchez admite "prestar contas" no Parlamento sobre caso Melilla

O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, admite "prestar contas" em sede parlamentar sobre os acontecimentos ocorridos na fronteira da cidade autónoma espanhola de Melilla onde morreram 37 pessoas.

Sánchez admite "prestar contas" no Parlamento sobre caso Melilla

O debate parlamentar sobre o Estado da Nação deve decorrer entre os dias 12 e 14 de julho, mas a data ainda não foi confirmada oficialmente.   

Hoje, numa entrevista à estação de rádio Cadena Ser, Sánchez lamentou os factos e, apesar de não ter condenado as atuações, reconheceu que quando elogiou a colaboração das autoridades marroquinas no bloqueio à tentativa de passagem da fronteira "ainda não conhecia as imagens" em que se veem os cadáveres amontoados dos migrantes. 

"Eu não conhecia essas imagens quando fiz a declaração, é evidente que lamento as mortos que ocorreram em Nador", disse o primeiro-ministro acrescentando que se tratou do "último ato" de uma tragédia que começa "muito antes", no Sudão, país de onde são oriundos os cidadãos que morreram em Melilla na passada sexta-feira. ??

Sánchez declarou que as autoridades espanholas estão dispostas a "trabalhar" com o país de "origem" dos migrantes (Sudão). 

"Temos de nos colocar na pele de todos os atores", disse Sánchez apelando à "empatia" em relação aos migrantes mas também em relação aos elementos das "forças e corpos de segurança do Estado".

Quarenta elementos da Guardia Civil ficaram feridos na sequência da tentativa de invasão através da fronteira espanhola de Melilla, no norte de África, e mais de uma centena de guardas marroquinos (gendarmes) "ficaram feridos e alguns morreram". 

Por outro lado, o primeiro-ministro sublinhou que os "compatriotas de Ceuta e Melilla" têm o direito a "fronteiras seguras e a viver em tranquilidade". 

Quando questionado se os factos devem ser investigados, Sánchez disse que há três investigações em curso, nomeadamente a da Procuradoria de Nador (Melilla) que acusou 30 pessoas de supostos crimes de colaboração com "tráfico de seres humanos".

Sánchez disse que confia nas instituições e ofereceu "total colaboração" governamental para que se esclareçam os factos.

A tentativa de assalto à fronteira ocorreu na sexta-feira passada e, segundo organizações não-governamentais 37 pessoas morreram nos confrontos sendo que 140 pessoas ficaram feridas, a maioria membros das forças de segurança de Espanha e Marrocos.

Tratou-se do acontecimento mais trágico ocorrido na cidade autónoma espanhola de Melilla onde são frequentes tentativas forçadas de passagem das linhas de fronteira, tal como acontece na cidade autónoma de Ceuta. 

Leia Também: Migrantes estavam cobertos de especiarias para disfarçar odor em camião

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