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Fome obriga residentes de Mariupol a "caçar pombos" para comer

Autarca de Mariupol descreveu a situação na cidade ocupada por tropas russas como "um genocídio do povo ucraniano por um Estado terrorista".

Fome obriga residentes de Mariupol a "caçar pombos" para comer

Os residentes da cidade portuária de Mariupol, no leste da Ucrânia, ocupada há cerca de um mês pelas tropas russas, estão a ser “obrigados a caçar pombos” para comer devido à falta de comida, denunciou, esta segunda-feira, o autarca local, Vadym Boychenko.

“‘Os Jogos da Fome’ em Mariupol. Os moradores da cidade ocupada são obrigados a caçar pombos. Montam armadilhas com meios improvisados”, começou por afirmar o presidente da Câmara de Mariupol, numa publicação na rede social Telegram.

Acrescentando que “as armadilhas para pombos” se devem à “falta de comida”, o autarca lembrou que “as pessoas fizeram o mesmo durante a fome de 1932-1933”, numa alusão ao Holodomor, em que milhões de pessoas morreram à fome na Ucrânia soviética. 

“Os pássaros, que antes eram alimentados por moradores próximos ao teatro, começaram a ser comidos”, afirmou.

Atualmente, os moradores da cidade ocupada vivem “num gueto, sem água potável e comida normais”. “Não podem sair da cidade. Organizaram jogos da fome verdadeiros para os moradores de Mariupol. São obrigados a caçar pombos. Estas pessoas viviam uma vida plena antes da guerra - não sabiam o que era fome ou falta de água potável. Estas coisas terríveis estão a acontecer no século XXI, no coração da Europa, em frente ao mundo inteiro. Este é um genocídio do povo ucraniano por um Estado terrorista”, acrescentou.

Na mesma nota, Oleksandr Lazarenko, diretor do Centro de Saúde Primária N.º3 da Ucrânia, alertou para o perigo de consumir pombos. “Os pombos são um terreno fértil para muitas doenças virais, bacterianas e fúngicas”, afirmou.

A carne da ave estar infetada com bactérias que podem causar “histoplasmose, encefalite, psitacose, salmonela, toxoplasmose e outras doenças perigosas”, doenças estas que “são especialmente perigosas para crianças e idosos” e que “na ausência de cuidados médicos adequados, pode até levar à morte”. 

Assinala-se, esta segunda-feira, o 124.º dia da guerra na Ucrânia, que já provocou, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a morte a 4.662 civis e deixou 5.803 feridos.

Leia Também: Ucrânia. Encontrados mais de 100 cadáveres nos escombros de Mariupol

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