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Eurovisão fora da Ucrânia? UER pede que não se "politize" decisão

A decisão foi tomada no sentido de “garantir o cumprimento das condições para garantir a segurança de todos os que trabalham e participam no evento, cujo planeamento tem de começar imediatamente no país anfitrião”.

Eurovisão fora da Ucrânia? UER pede que não se "politize" decisão

A União Europeia de Radiodifusão (UER), responsável por organizar o Festival Eurovisão da Canção, defendeu, esta quinta-feira, que a decisão de não realizar o evento na Ucrânia - mesmo após a vitória do país - se prende com a “segurança de todos os que trabalham e participam” na organização, cujo planeamento tem de “começar imediatamente”, e pediu que não se “politize” a decisão. 

“A UER compreende perfeitamente o desapontamento sobre o anúncio de que o Festival Eurovisão da Canção (ESC) de 2023 não pode ser realizado na Ucrânia, o país vencedor deste ano”, começa por justificar, em comunicado.

No entanto, explica, a decisão foi tomada no sentido de “garantir o cumprimento das condições para garantir a segurança de todos os que trabalham e participam no evento, cujo planeamento tem de começar imediatamente no país anfitrião”.

Pelo menos 10 mil pessoas trabalham para ou no evento, desde ‘staff’ a jornalistas, e “espera-se que mais de 30 mil fãs viajem” para assistir ao vivo ao espetáculo. “O seu bem-estar é a nossa principal preocupação”, frisa.

“É fundamental que as decisões tomadas em relação a um evento televisivo ao vivo tão complexo sejam tomadas por profissionais de radiodifusão e não se tornem politizadas”, acrescenta a nota.

A UER lembra ainda que as regras ditam que “todos os participantes” concordam que “o evento pode ser movido numa situação de força maior, tal como uma guerra em curso”.

A decisão de não realizar o evento na Ucrânia foi tomada após a realização de um inquérito de segurança. O mesmo revela que “existe risco ‘grave’ de ataques aéreos” que podem “causar baixas significativas” e, segundo peritos de segurança, “as medidas de combate propostas para mitigar as ameaças eram insuficientes”. “Também registámos os comentários feitos pelo secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, de que a guerra na Ucrânia ‘pode levar anos’”, acrescenta. 

Já sobre a possibilidade de realizar o Festival da Eurovisão “num local fronteiriço próximo de um país vizinho”, a UER revela que as sugestões de locais e infraestruturas “não satisfazem os requisitos”. 

“Ao tirar as suas conclusões, a UER também tomou nota de que, com base nas nossas informações atuais, nenhuma grande digressão internacional de concertos irá visitar a Ucrânia ao longo de 2023”, lê-se ainda na nota.

Frisando, uma vez mais, que os requisitos necessários para acolher o evento na Ucrânia “não são cumpridos”, a UER afirma que “tomou a sua decisão de transferir o evento para outro país e prosseguirá as discussões para encontrar um local adequado para o Festival da Eurovisão da Canção do próximo ano”. 

Na semana passada, a UER revelou que já entrou em conversações com a emissora estatal britânica BBC para acolher o evento em 2023. O Reino Unido foi o país escolhido para substituir a Ucrânia, uma vez que o cantor britânico Sam Ryder com o tema ‘Space Man’ conquistou o 2.º lugar na última edição.

A banda ucraniana Kalush Orchestra venceu a 66.ª edição do Festival Eurovisão da Canção, realizada no passado dia 14 de maio, em Turim, Itália. O tema 'Stefania' arrecadou um total de 631 votos, combinados entre votos do júri e do público.

Leia Também: Ucrânia contesta decisão da Eurovisão e diz que cumprirá "compromissos"

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