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Ritmo da investida russa na Ucrânia poderá abrandar por falta de recursos

Johnson considerou ainda que uma vitória para a Ucrânia passaria pela recuperação do "status quo imposto antes de 24 de fevereiro", além da "expulsão das tropas russas das áreas que invadiram".

Ritmo da investida russa na Ucrânia poderá abrandar por falta de recursos
Notícias ao Minuto

22:55 - 22/06/22 por Notícias ao Minuto

Mundo Ucrânia/Rússia

Os serviços de inteligência britânicos acreditam que o ritmo da investida russa na Ucrânia deverá abrandar nos próximos meses, à medida que as forças de Moscovo gastam todos os seus recursos, avançou o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, a vários jornais europeus.

Segundo o responsável, as forças militares do presidente russo, Vladimir Putin, estão a avançar no Donbass, mas com custos elevados no que toca aos seus recursos humanos e materiais.

“O nosso serviço de inteligência acredita que, nos próximos meses, a Rússia poderá chegar a um ponto em que não tem qualquer ritmo para avançar, por ter esgotado todos os seus recursos”, apontou o líder britânico, em declarações ao jornal alemão Sueddeutsche Zeitung, citadas pela agência Reuters.

“Deveremos ajudar os ucranianos a reverter a dinâmica. Discutirei isto no G7”, revelou, referindo-se à cimeira que se realizará nos dias 26 e 28 de junho, na Alemanha.

“Tanto quanto os ucranianos estão numa posição para começar uma contra-ofensiva, devem ser apoiados com equipamento que nos pedem”, complementou.

Johnson considerou ainda que uma vitória para a Ucrânia passaria pela recuperação do “status quo imposto antes de 24 de fevereiro”, além da “expulsão das tropas russas das áreas que invadiram”.

Lançada a 24 de fevereiro, a ofensiva militar russa na Ucrânia já provocou a fuga de mais de 15 milhões de pessoas - mais de oito milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Além disso, cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.

A ONU confirmou ainda que mais de quatro mil civis morreram e outros mais de cinco mil ficaram feridos na guerra, sublinhando que os números reais poderão ser muito superiores e só serão conhecidos quando houver acesso a zonas cercadas ou sob intensos combates.

A invasão russa - justificada pelo presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores.

Leia Também: AR recomenda ao Governo "acompanhamento adequado" do pedido da Ucrânia

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