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Alemanha "confiante" de que NATO chegará a acordo com Suécia e Finlândia

"O que é decisivo do nosso ponto de vista é não existirem problemas insuperáveis", apontou uma fonte do governo alemão quando questionada sobre a temática.

Alemanha "confiante" de que NATO chegará a acordo com Suécia e Finlândia

A Alemanha está "muito confiante" de que a NATO chegará a um acordo com a Suécia e com a Finlândia sobre as suas propostas de adesão à Aliança Atlântica, disse uma fonte do governo alemão, aqui citada pela Reuters. Porém, a mesma fonte considerou que não seria uma "catástrofe" se tal não acontecesse até à cimeira de Madrid, a decorrer na próxima semana.

"Por mais agradável que fosse anunciar medidas concretas, não seria uma catástrofe se fossem precisas mais algumas semanas", referiu a fonte. "O que é decisivo do nosso ponto de vista é não existirem problemas insuperáveis", acrescentou.

Recorde-se que os dois países nórdicos candidataram-se a uma adesão à NATO no mês passado, na sequência da invasão russa sobre a Ucrânia. No entanto, estes dois Estados tiveram de enfrentar a oposição da Turquia, que os acusou de apoiar e albergar militantes curdos e outros grupos que são, na sua ótica, "terroristas". Acusações que, por outro lado, são negadas tanto pela Suécia, como pela Finlândia.

No entanto, o país liderado por Recep Tayyip Erdogan disse ainda esperar uma "resposta escrita" da Suécia e da Finlândia antes de levantar as suas objeções à adesão dos dois países nórdicos à Aliança Atlântica. O presidente turco garantiu que "enquanto a Suécia e a Finlândia não adotarem medidas concretas sobre a luta contra o terrorismo" a "posição [de Ancara] não mudará".

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, a este propósito, veio destacar que as inquietações da Turquia são "legítimas" - e tem vindo, por isso, a desenvolver esforços diplomáticos vários com o intuito de ultrapassar o veto turco "o mais rapidamente possível". Isto, claro está, para que a Suécia e a Finlândia possam tornar-se membros de pleno direito da Aliança Atlântica.

No mês de maio, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, veio por outro lado ameaçar que Moscovo responderia à expansão das infraestruturas militares na Suécia e na Finlândia caso estes dois países optassem, efetivamente, por candidatar-se a uma adesão à NATO - algo que veio mesmo a acontecer.

Os dois países colocaram, assim, um 'ponto final' à sua longa política de não-alinhamento militar, com esta candidatura.

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