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Camboja defende direito de renovar uma base militar com a ajuda da China

O ministro da Defesa do Camboja, defendeu hoje o direito do seu país a renovar a base naval de Ream com a ajuda da China, rejeitando informações de que esta instalação militar seja para uso exclusivo das tropas chinesas.

Camboja defende direito de renovar uma base militar com a ajuda da China
Notícias ao Minuto

13:43 - 11/06/22 por Lusa

Mundo Ministro da Defesa

"O povo do Camboja tem o direito de receber assistência militar estrangeira para defender o seu território", afirmou Tea Banh num painel sobre inovação militar no fórum Diálogo Shangri-La, em Singapura, citado pela agência de notícias Efe.

"Infelizmente, o Camboja está constantemente a ser acusado de dar direitos exclusivos aos estrangeiros pelo uso deste espaço. Gostaria de salientar que estas acusações são infundadas e um insulto à autoridade e ao Governo do Camboja", vincou o ministro no fórum, o mais importante fórum de segurança na Ásia-Pacífico,

Tea Banh, que participou numa cerimónia na quarta-feira com o embaixador chinês no Camboja, Wang Wentian, para inaugurar uma série de construções na base naval de Ream, no sul do país, financiada pela China, sublinhou que o seu país tem "todo o direito de decidir o seu destino"

As declarações do ministro cambojano surgem dias depois do jornal The Washington Post ter noticiado na terça-feira, que a China está a construir secretamente uma base naval no Camboja para uso exclusivo dos seus militares.

Enquanto fontes ocidentais afirmam que o Exército Popular de Libertação da China usará exclusivamente a base naval de Ream, localizada na província de Sihanoukville, um oficial chinês teria confirmado ao jornal que o seu exército usaria apenas "uma parte" da infraestrutura.

Na quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Camboja, Prak Sokhonn, também classificou a informação como "infundada" e sublinhou, em comunicado, que "a Constituição do Camboja não permite uma presença militar estrangeira ou uma base em solo cambojano

O ministro dos Negócios Estrangeiros cambojano disse então que "a renovação da base (Ream naval) serviu apenas para reforçar as capacidades navais do país, proteger a sua integridade marítima e combater os crimes", em linha com os argumentos apresentados hoje pelo seu colega de defesa.

As suspeitas de que a China utilizará esta base cambojana, que seria a segunda fora do seu território (a primeira é no Djibuti), coincidem com outras informações acerca de um acordo de segurança entre Pequim e as Ilhas Salomão que tem como objetivo final estabelecer outra base militar no país insular do Pacífico.

Os planos expansionistas da China têm sido um dos principais pontos de discussão dos participantes do Diálogo Shangri-La, no qual o secretário da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, e o seu homólogo chinês, Wei Fenghe, se reuniram na sexta-feira à margem da cimeira.

Leia Também: Camboja nega informações sobre construção de base militar chinesa no país

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