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Palestiniano morto em operação militar israelita na Cisjordânia ocupada

O Ministério da Saúde da Palestina afirmou esta quarta-feira que um palestiniano foi morto a tiro numa operação militar israelita no norte da Cisjordânia ocupada, ação que segundo os 'media' palestinianos resultou em seis feridos.

Palestiniano morto em operação militar israelita na Cisjordânia ocupada

"Um homem ferido por balas no peito e na coxa, que chegou em estado crítico ao hospital de Jenin, morreu devido aos ferimentos", realçou o ministério.

O Exército israelita, por sua vez, indicou que estava a realizar uma operação na área de Yabad, uma vila próxima de Jenin.

"As forças do Exército estão atualmente a realizar uma operação na vila de Yabad para destruir a casa do terrorista que realizou um ataque na cidade de Bnei Brak", em Israel, em 29 de março, explicaram as Forças Armadas israelitas em comunicado.

A agência palestiniana Wafa anunciou que seis palestinianos ficaram feridos durante esta operação.

Em 29 de março, um palestiniano de Yabad abriu fogo contra a população na cidade de Bnei Brak, nos arredores de Telavive, antes de ser morto a tiros pelas forças de segurança.

O ataque matou cinco pessoas, incluindo um polícia israelita que participou na operação para abater o agressor.

"O Exército anunciou à família do agressor, em 17 de abril, que pretendia demolir a sua casa em Yabad", pode ler-se no comunicado.

Israel destrói regularmente as casas dos palestinianos acusados ??de realizarem ataques contra israelitas, argumentando que a medida tem como objetivo impedir estes atos.

Organizações de direitos humanos denunciam as demolições como punição coletiva.

As tropas israelitas mataram a tiro esta quarta-feira uma mulher palestiniana que empunhava uma faca na Cisjordânia ocupada, de acordo com o Ministério da Saúde palestiniano.

Os militares israelitas disseram que um agressor armado com uma faca se aproximou de um soldado "que realizava uma operação de segurança de rotina", no norte da cidade de Hebron, na Cisjordânia ocupada, e os soldados abriram fogo.

As forças de segurança israelitas sublinharam que nenhum soldado foi ferido no incidente.

O Ministério da Saúde palestiniano declarou que a mulher, identificada como Ghafran Warasna, morreu depois de ser atingida no peito por tiros perto do campo de refugiados de Al-Aroub.

A violência intensificou-se nas últimas semanas, levando a operações quase diárias e detenções realizadas pelos militares israelitas em áreas administradas por palestinianos na Cisjordânia, após uma série de atentados em Israel que deixaram pelo menos 19 mortos.

As tensões aumentaram após o assassínio da jornalista palestiniana [que também possuía nacionalidade norte-americana] Shireen Abu Akleh, que trabalhava para a Al Jazeera, além de uma marcha ultranacionalista israelita realizada numa zona de maioria palestiniana no leste de Jerusalém.

Nas últimas semanas, pelo menos 35 palestinianos foram mortos pelas forças israelitas. Muitos destes estavam envolvidos em ataques ou confrontos com forças israelitas na Cisjordânia ocupada.

Vários grupos de direitos humanos dizem que Israel costuma usar força excessiva contra os manifestantes ou dissidentes.

Israel conquistou Jerusalém Oriental durante a Guerra israelo-árabe dos Seis Dias, em junho de 1967, juntamente com a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.

Posteriormente, anexou Jerusalém Oriental, uma decisão nunca reconhecida pela comunidade internacional.

Os palestinianos pretendem recuperar a Cisjordânia ocupada e Gaza e reivindicam Jerusalém Oriental como capital do futuro Estado da Palestina a que aspiram.

Leia Também: Tropas israelitas matam mulher palestiniana na Cisjordânia ocupada

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