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Von der Leyen apela à "unidade" dos 27, a "chave do sucesso" contra Putin

A presidente da Comissão Europeia apelou hoje à "unidade da União Europeia", a "chave do sucesso" na solidariedade com a Ucrânia face à agressão militar russa, num momento em que persiste um impasse em torno do sexto pacote de sanções.

Von der Leyen apela à "unidade" dos 27, a "chave do sucesso" contra Putin
Notícias ao Minuto

15:26 - 30/05/22 por Lusa

Mundo Comissão Europeia

Em declarações à chegada a um Conselho Europeu extraordinário de dois dias em Bruxelas marcado pelas intensas negociações entre os 27 em torno do sexto pacote de sanções à Rússia, face ao bloqueio da Hungria ao embargo, ainda que gradual e com exceções, às importações de petróleo da Rússia, Ursula von der Leyen reiterou que não espera um compromisso durante a cimeira, tal como já afirmara na semana passada.

"Não tenho grandes expectativas de que consigamos resolver [o impasse] nas próximas 48 horas, mas estou confiante que depois será possível", afirmou a dirigente alemã, que ainda assim reconheceu progressos, ao considerar que o esboço de um compromisso "amadureceu, isso é certo".

Von der Leyen defendeu então que aquilo em que os 27 devem trabalhar é na unidade entre os Estados-membros, que classificou como "a chave do sucesso" até agora na resposta do bloco europeu à invasão da Ucrânia pela Rússia, presente nos cinco anteriores pacotes de sanções à Rússia.

"O meu apelo a todos os Estados-membros é que temos uma chave para o sucesso, que é a solidariedade com a Ucrânia e unidade da UE, e é nisso que temos de trabalhar", argumentou.

Fontes europeias indicaram que os chefes de Estado e de Governo da UE vão tentar hoje alcançar um acordo político para embargar o petróleo russo, que abrangerá dois terços das importações europeias e incluirá exceções temporárias.

Segundo a informação avançada por fontes europeias horas antes do arranque da cimeira na capital belga, "o Conselho Europeu pretende alcançar hoje um acordo político sobre um embargo ao petróleo russo".

Numa altura em que a UE ainda não conseguiu alcançar consenso para avançar com um embargo gradual e progressivo ao petróleo russo, como proposto pela Comissão Europeia há quase um mês, o assunto estará na agenda dos líderes europeus, prevendo-se que a medida abranja "dois terços das importações [europeias} de petróleo da Rússia, ou seja, todo o petróleo marítimo proveniente da Rússia".

Face às críticas de países mais dependentes do petróleo russo, como a Hungria, estão previstas ainda "exceções temporárias para garantir a segurança do aprovisionamento de certos Estados-membros".

No entanto, à chegada à cimeira, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, negou a existência de um compromisso político e acusou a Comissão Europeia de ter um "comportamento irresponsável" para com a Hungria.

"Não há qualquer compromisso nesta altura, não há qualquer acordo" sobre um novo pacote de sanções à Rússia, salientou em declarações à entrada para o Conselho Europeu, acrescentando que a Hungria "está numa situação muito difícil, basicamente por causa do comportamento irresponsável da Comissão".

Orbán recusou que haja qualquer proposta de acordo que não seja negociada pelos Estados-membros, como a ideia de um novo embargo e sanções ao petróleo russo "saída do nada, sem responder à questão da segurança no abastecimento energético à Hungria".

"A responsabilidade numa falta de acordo hoje pesa sobre os ombros da Comissão" considerou ainda, acrescentando que "primeiro deve ser apresentada uma solução e só depois sanções".

A guerra na Ucrânia expôs a excessiva dependência energética da UE face à Rússia, que é responsável por cerca de 45% das importações de gás europeias. A Rússia também fornece 25% do petróleo e 45% do carvão importado pela UE.

Logo no arranque desta cimeira, está prevista uma intervenção, por videoconferência, do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que na semana passada deplorou a "falta de unidade" entre os 27 sobre o reforço das sanções à Rússia.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, até que mereceu a condenação da generalidade da comunidade internacional, nomeadamente da UE, que já adotou cinco pacotes de sanções a Moscovo e tenta chegar a acordo sobre o sexto.

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