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Governador de Lugansk nega cerco a Severodonetsk, mas admite retirada

O governador da região de Lugansk, Serhiy Haidai, negou esta sexta-feira que as forças russas tenham cercado a importante cidade de Severodonetsk, no leste da Ucrânia, embora admita que os combatentes ucranianos podem ter de recuar.

Governador de Lugansk nega cerco a Severodonetsk, mas admite retirada
Notícias ao Minuto

06:48 - 28/05/22 por Lusa

Mundo Ucrânia

Numa mensagem divulgada na rede social Telegram, Serhiy Haidai negou as alegações das forças russas, mas referiu que os russos tomaram um hotel e uma estação de camionagem.

"Os russos não poderão capturar a região de Lugansk nos próximos dias, como preveem os analistas. Teremos forças e meios suficientes para nos defendermos", assegurou.

Serhiy Haidai acrescentou que, no entanto, é possível que os ucranianos tenham de sair para não ficarem cercados.

Uma via crítica para o abastecimento e evacuação, a autoestrada de Lysychansk-Bakhmut tem estado constantemente debaixo de fogo, embora ainda estejam a circular mantimentos e pessoas, explicou também o governador de Lugansk.

Durante a madrugada de sexta-feira, o líder militar da região anunciou que pelo menos 1.500 pessoas foram mortas em Severodonetsk.

Cerca de 12 mil pessoas permanecem na cidade, que tinha cerca de 100 mil habitantes antes da guerra, disse o chefe da administração militar de Severodonetsk, Alexander Stryuk.

Severodonetsk tem sido o palco de combates ferozes que já destruíram 60% dos edifícios residenciais, disse Stryuk, citado pela agência Associated Press (AP).

Esta cidade é a única zona da região de Lugansk que continua sob controle do governo ucraniano, e as forças russas têm tentado cercá-la.

As milícias pró-russas de Donetsk e Lugansk - duas regiões separatistas na Ucrânia que a Rússia reconheceu como independentes antes de lançar a campanha militar em território ucraniano que começou no passado dia 24 de fevereiro - e as tropas de Moscovo tinham garantido na quarta-feira ter cercado "operacionalmente" Severodonetsk.

A cidade está localizada a mais de 80 quilómetros a leste de Kramatorsk, que se tornou o centro administrativo de Donbass, desde que os separatistas apoiados por Moscovo tomaram controlo da região.

Já esta sexta-feira, o chefe da unidade militar ucraniana do território do Donbass, Pavlo Kirilenko, admitiu que a cidade de Lyman, na região ucraniana de Donetsk, está praticamente sob o controlo das forças militares russas.

Lyman, perto de Sloviansk, era um dos alvos principais da Rússia na tentativa de cercar as tropas ucranianas no Donbass e de assumir o controlo da rota Bakhmut-Severodonetsk para avançar em direção a Donetsk.

Os separatistas pró-russos em Donetsk já tinham anunciado que as tropas russas tinham alcançado esta sexta-feira "o controlo total" da cidade de Lyman, com o apoio das forças das autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, que são reconhecidas por Moscovo.

Lyman, a norte da região de Donetsk, encontra-se a 30 quilómetros de Sloviansk e a 60 quilómetros de Severodonetsk e Lysychansk, na área de Lugansk, todos importantes alvos russos na sua ofensiva militar para assumir o controlo do Donbass.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de quatro mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar causou a fuga de mais de oito milhões de pessoas, das quais mais de 6,6 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Leia Também: Ucrânia. Pelo menos 1.500 pessoas mortas em Severodonetsk, diz militar

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