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Nações Unidas querem que COP27 acelere financiamento energético em África

A cimeira climática COP27 deve reconhecer o impacto da crise económica e da guerra na Ucrânia para acelerar o financiamento ao desenvolvimento energético em África, incluindo o gás natural, afirmou hoje a secretária-geral adjunta da organização, Amina Mohammed.

Nações Unidas querem que COP27 acelere financiamento energético em África
Notícias ao Minuto

17:50 - 27/05/22 por Lusa

Mundo ONU

"A COP27 deve produzir um pacote abrangente de apoio à África que transforme a ambição africana de mitigação, adaptação e financiamento numa realidade e na vida das pessoas. Isso significa levar em consideração a atual situação global", afirmou Amina Mohammed, na sessão de encerramento do Forum de Governação 2022, organizado pela Fundação Mo Ibrahim.

Um elemento essencial deste pacote, acrescentou, "deve ser uma transição energética justa, justa e equitativa para África, que reconheça a situação e circunstâncias únicas e especiais de África e inclua abordar e financiar um 'mix' energético de transição, reduzir as emissões e fornecer acesso à energia aos 600 milhões de africanos que não têm acesso à eletricidade".

A União Europeia e outros países anunciaram durante a COP26, no ano passado em Glasgow, o fim do financiamento a projetos de exploração de hidrocarbonetos no estrangeiro para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e promover as energias renováveis. 

Porém, essa estratégia é criticada por dirigentes africanos, que reclamam a necessidade de explorar os próprios recursos naturais para promover o desenvolvimento socioeconómico, lembrando que o continente teve pouco peso na crise climática. 

Um estudo da Fundação Mo Ibrahim publicado esta semana estima que as reservas de gás em África em 2020 chegavam a 12 biliões de metros cúbicos, recurso explorado sobretudo pela Argélia, Egito e Nigéria, mas existente também em Angola, Guiné Equatorial, Líbia, e Moçambique.

Dados indicam que África representou 41% das novas descobertas de gás natural no mundo entre 2011 e 2018. 

"Como o continente que menos contribuiu para a crise climática, apenas 2% das emissões históricas, África merece o mais forte apoio e solidariedade possíveis", argumentou Amina Mohammed.

A 27.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP27) decorre em novembro em Sharm El-Sheik, no Egito.

Leia Também: Unicef distribui alimentos terapêuticos para 12.600 crianças angolanas

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