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Insegurança alimentar "sem precedentes" no Sahel

A organização não-governamental (ONG) ActionAid alertou hoje para uma crise alimentar "sem precedentes" no Sahel, estimando que 40,7 milhões de pessoas se encontrem em insegurança alimentar, quatro vezes mais do que há três anos (10,8 milhões).

Insegurança alimentar "sem precedentes" no Sahel
Notícias ao Minuto

15:57 - 27/05/22 por Lusa

Mundo ONG

O número de pessoas com grande insegurança alimentar no Sahel e na África Ocidental quadruplicou em comparação com os números de 2019, sublinha a ONG na véspera do Dia Mundial da Nutrição, que se assinala este sábado.

Os meses de Verão, acrescenta a ActionAid, podem deixar mais 11 milhões de pessoas sem comida, uma vez que as reservas das colheitas anteriores se estão a esgotar.

As causas deste agravamento são a combinação de dois anos de pandemia e colheitas fracas devido aos efeitos das alterações climáticas, bem como ao recrudescimento da violência e as deslocações forçadas de pessoas daí resultantes, e ainda aos impactos da guerra na Ucrânia, que fez subir o preço do combustível e dos alimentos.

"Estamos a enfrentar outra crise humanitária histórica no Sahel. O agravamento da crise alimentar e nutricional previsto desde 2021, devido aos efeitos das alterações climáticas nas colheitas, foi agravado pelo aumento dos preços dos cereais e pela guerra na Ucrânia", afirmou o diretor adjunto da ActionAid, Jorge Cattaneo, citado pela agência privada espanhola Europa Press.

"O conflito terá um preço diferente para os países ricos e pobres. Nos países ricos, o preço será a inflação, mas nos países pobres será a fome, a desigualdade, as tensões sociais e a deterioração da segurança", acrescentou o ativista.

No caso do Mali, por exemplo, a Ayuda en Acción estima que 1,8 milhões de pessoas venham a encontrar-se no limiar da fome, em resultado de uma previsível magra campanha agrícola entre junho a setembro. O país está sob um bloqueio severo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) devido à falta de progressos no processo de transição para a democracia depois de um golpe de Estado em agosto de 2020.

Em relação ao Níger, a ONG estima que mais de três milhões de pessoas se encontram em situação de desnutrição e necessitam já de assistência humanitária, mas após os meses de verão o número deverá aumentar para quatro milhões de pessoas.

Leia Também: Guterres diz que fome acabará se pessoas forem priorizadas face ao lucro

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