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Ações russas na Ucrânia são "ponto de viragem para a família europeia"

Para a primeira-ministra finlandesa, as relações de Moscovo com o mundo e, particularmente, com o bloco europeu, foram "destruídas".

Ações russas na Ucrânia são "ponto de viragem para a família europeia"
Notícias ao Minuto

19:23 - 26/05/22 por Notícias ao Minuto

Mundo Ucrânia/Rússia

A primeira-ministra da Finlândia, Sanna Marin, considerou, esta quinta-feira, que as ações da Rússia na Ucrânia representam um “ponto de viragem” para as relações de Moscovo não só com a União Europeia (UE), mas com o mundo, sublinhado que nada poderá ser como era antes da invasão russa da Ucrânia.

“Nós, a Finlândia, apoiamos todas as ações do Tribunal Penal Internacional na consideração destes crimes, recolha de provas para futuros processos, e na condenação da Rússia”, disse a responsável, à margem de um encontro com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e com o primeiro-ministro daquele país, Denys Shmygal, cita a Reuters.

“O que aconteceu, o que a Rússia fez, é um ponto de viragem para toda a família europeia e para todo o mundo. O acordo antigo foi destruído e não há como recuperar a relação”, complementou, descrevendo as ações russas na Ucrânia como “um atentado contra os princípios de uma casa europeia comum”.

Zelensky, por sua vez, agradeceu a assistência militar fornecida pela Finlândia ao país, assim como o apoio na sua adesão à UE.

“Para nós, a assistência militar da Finlândia é muito valiosa. Armas, sanções e unidade dos nossos parceiros na questão da adesão da Ucrânia à UE são o que pode garantir força na defesa da nossa terra. Obrigado à primeira-ministra da Finlândia, Sanna Marin, pela visita e apoio!”, escreveu o chefe de estado, numa publicação na sua página do Facebook.

Recorde-se que a Finlândia, tal como a Suécia, decidiu quebrar a tradicional posição de neutralidade na sequência da invasão russa à Ucrânia, candidatando-se a entrar na NATO, uma organização da qual tinha sido até ao momento apenas um país parceiro e não um Estado-membro, no dia 18 de maio.

A adesão à NATO implica aprovação por unanimidade dos atuais Estados-membros, onde figura a Turquia, que já manifestou várias e sérias reservas quanto ao contributo daqueles países para a segurança coletiva e à sua capacidade de cumprir as obrigações.

A invasão russa da Ucrânia - justificada por Putin pela necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar aquele para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores.

Na quarta-feira, a Organização das Nações Unidas (ONU) confirmou que 3.974 civis morreram e 4.654 ficaram feridos no conflito, que entrou no seu 92.º dia, esta quinta-feira. Ainda assim, o organismo sublinhou que os números reais poderão ser muito superiores, e que só serão conhecidos quando houver acesso a cidades cercadas ou a zonas até agora palco de intensos combates.

Leia Também: Líder finlandesa reúne-se com Zelensky numa Kyiv em guerra

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