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Milícias pró-russas de Lugansk garantem ter cercado Severodonetsk

As milícias pró-russas da República Popular de Lugansk, juntamente com o Exército russo na região de Donbass, garantiram hoje ter cercado "operacionalmente" a cidade de Severodonetsk, no leste da Ucrânia.

Milícias pró-russas de Lugansk garantem ter cercado Severodonetsk
Notícias ao Minuto

20:40 - 25/05/22 por Lusa

Mundo Ucrânia

"Neste momento, podemos dizer que Severodonetsk está sob um cerco operacional", informou um representante pró-Rússia, citado pela agência Interfax, que acrescentou que a cidade foi bloqueada em três dos seus acessos.

"O trânsito de Severodonetsk está a ser feito por uma única ponte, que também está sob nosso controlo", disse a mesma fonte.

As forças do Exército russo e as milícias de Donbass também afirmam ter cercado as cidades de Zolotoye e Górskoye.

"Ontem (terça-feira) foram libertadas quatro cidades, incluindo Tóshkovka, o que nos permitiu cercar operacionalmente Zolotoye e Górskoye", explicou o soldado.

O governador ucraniano na região, Sergui Gaidai, escreveu na sua conta da rede social Telegram que a situação em Severodonetsk está "muito difícil".

"As tropas russas chegaram tão perto que podem disparar morteiros", admitiu Gaidai, acrescentando que muitos bairros estão a ser destruídos, acusando as forças militares russas de visarem alvos civis.

Severodonetsk, uma cidade de cerca de 100.000 habitantes antes da guerra, está sob pressão de tropas russas e combatentes separatistas pró-Rússia há várias semanas.

Em 06 de maio, o Presidente da Câmara, Oleksandre Striouk, anunciara que a cidade estava "praticamente cercada", havendo relatos de dezenas de civis que foram mortos em bombardeios nas últimas semanas.

A cidade está localizada a mais de 80 quilómetros a leste de Kramatorsk, que se tornou o centro administrativo de Donbass, desde que os separatistas apoiados por Moscovo tomaram controlo da região.

A ofensiva militar lançada na madrugada de 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas de suas casas -- mais de oito milhões de deslocados internos e mais de 6,6 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também segundo as Nações Unidas, cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

A ONU confirmou hoje que 3.974 civis morreram e 4.654 ficaram feridos na guerra, que hoje entrou no seu 91.º dia, sublinhando que os números reais poderão ser muito superiores e só serão conhecidos quando houver acesso a cidades cercadas ou a zonas até agora sob intensos combates.

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