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Desmantelada rede de narcotráfico de dissidentes das FARC

Bogotá, 24 mai 2022 (Lusa) -- As autoridades colombianas e panamenhas desmantelaram uma rede de narcotraficantes ao serviço dos dissidentes das FARC, capturando 19 pessoas, 12 na Colômbia e sete no Panamá, informou na segunda-feira a polícia colombiana.

Desmantelada rede de narcotráfico de dissidentes das FARC

O diretor da polícia colombiana, general Jorge Luis Vargas, explicou que durante a operação "Pólux", Fausto Reina Bravo, vulgo "El Profe", foi capturado em La Estrela (Antioquia), supostamente era o líder da rede na Colômbia.

Enquanto isso, o colombiano Humberto Reina Yepes, alegadamente responsável pelas rotas que faziam escalas no Panamá e na Costa Rica, foi preso no Panamá.

Os carregamentos de saíram do departamento colombiano de Chocó, utilizando barcos de pesca artesanal que faziam entregas no arquipélago de Las Perlas e na ilha de Coiba, no Panamá, antes de partirem para destinos finais nos Estados Unidos e na Europa.

Na operação, que contou com o apoio norte-americanos, também foram apreendidas cinco armas de fogo, 592 balas, 17 telemóveis e quatro computadores portáteis.

Da mesma forma, 811 milhões de pesos em dinheiro (cerca de 206.000 dólares), sete relógios Rolex, além de 76 joias entre correntes, pulseiras e anéis.

Essa rede de narcotraficantes ao serviço dos dissidentes das FARC utilizava semissubmersíveis com capacidade para transportar até 2,5 toneladas de cocaína.

Os navios foram construídos na cidade de Mosquera, no departamento de Nariño, na fronteira com o Equador. Eles estavam equipados com motores de popa de 75 cavalos de potência e tripulados por quatro a cinco pessoas, que geralmente eram recrutadas em Buenaventura (Valle del Cauca), segundo informou a polícia.

"As rotas marítimas começaram em Playa San Juan (Pizarro, Nariño), em direção ao sul para as Ilhas Galápagos (Equador) realizando três tanques de combustível (reabastecimento) para entregar a droga a 300 milhas náuticas do México", detalhou a polícia colombina em comunicado.

O documento acrescentou que, terminada a viagem, os semissubmersíveis foram afundados nas áreas de entrega e os tripulantes enviados para o México ou Guatemala para depois regressar à Colômbia em voos comerciais.

Por outro lado, as autoridades colombianas iniciaram o processo de extinção do direito de propriedade (expropriação) de 11 imóveis, cinco estabelecimentos comerciais, nove veículos, um barco, 10 contas bancárias e 25 cavalos.

Leia Também: Exército colombiano vai formar soldados ucranianos em desminagem militar

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