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Rússia recorda neutralidade da Moldova após Londres propor envio de armas

A Rússia lembrou hoje à Moldova o seu estatuto de neutralidade, depois de a chefe da diplomacia britânica, Liz Truss, ter afirmado que quer entregar armas modernas a este país e que admite a sua adesão à NATO.

Rússia recorda neutralidade da Moldova após Londres propor envio de armas

"Não ficámos tão surpreendidos com a declaração do Reino Unido como com a possível reação de Chisinau [capital da Moldova]", disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Andrei Rudenko, citado pela agência de notícias TASS.

"Vamos monitorizar a reação a esta informação, porque a Constituição da Moldova afirma claramente o seu estatuto de neutralidade", clarificou Rudenko.

O artigo 11.º da Constituição da Moldova diz que a República proclama a sua neutralidade permanente e não permite o acolhimento de tropas estrangeiras no seu território.

Por causa desta cláusula, Chisinau exige que a Rússia retire as suas tropas da região separatista pró-Rússia da Transnístria, onde estacionou mais de mil soldados desde a década de 1990.

Em declarações ao jornal The Daily Telegraph, Truss disse que gostaria de ver a Moldova equipada com os padrões da NATO, admitindo mesmo a hipótese de uma futura adesão deste país à Aliança Atlântica, perante uma eventual ameaça de invasão por parte da Rússia.

Para a chefe da diplomacia britânica, o Presidente russo, Vladimir "Putin deixou claras as suas ambições de criar uma Rússia maior, e o facto de as suas tentativas de tomar Kiev não terem sido bem-sucedidas não significa que ele tenha abandonado essas ambições".

Sobre o plano de paz para a Ucrânia, apresentado na passada semana pela Itália, "para facilitar um diálogo passo-a-passo" entre Moscovo e Kiev, Andrei Rudenko também disse estar atento ao desenvolvimento dessa ideia.

"Recebemos [essa proposta] recentemente. Vamos analisá-la", disse o vice-ministro russo, citado pela agência Interfax, lembrando que Moscovo se manifestará sobre essa iniciativa depois de a estudar e de a discutir com o Governo italiano, o que ainda não aconteceu.

Na passada semana, o chefe da diplomacia italiana, Luigi Di Maio, assegurou que já discutira o plano com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e com a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

Sobre as negociações entre Moscovo e Kiev, Rudenko disse que elas estão atualmente em suspenso, mas mostrou disponibilidade para as retomar.

"A suspensão do estágio atual das negociações não foi nossa iniciativa. Estamos prontos para regressar logo que a Ucrânia mostre uma posição construtiva", concluiu o vice-ministro russo.

Leia Também: Aliados deverão dar armas à Moldova para travar "ambições" de Putin

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