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Rússia expulsa quatro diplomatas eslovenos

A Rússia exigiu hoje que a Eslovénia retire quatro membros do corpo diplomático da embaixada eslovena em Moscovo, que devem abandonar o país em dez dias, informou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

Rússia expulsa quatro diplomatas eslovenos

A diplomacia russa entregou ao encarregado de negócios da embaixada eslovena "uma notificação exigindo que reduza o número de funcionários diplomáticos em quatro pessoas, no prazo de dez dias", de acordo com um comunicado oficial.

Esta medida responde ao passo "hostil" dado por Liubliana, em 5 de abril, exigindo que a Rússia reduza o pessoal da sua embaixada de 41 para oito funcionários, em resposta ao massacre de civis alegadamente cometido por soldados russos em Bucha, na região de Kiev.

"Com base na reciprocidade, foi também decidido ajustar as condições de funcionamento da missão diplomática eslovena à luz da situação real em que a nossa embaixada em Liubliana se encontra", refere o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

Moscovo também protestou junto dos representantes de Liubliana "por tentativas de culpar a Rússia por crimes de guerra na Ucrânia e por prestar assistência militar ao regime neonazi de Kiev".

A Rússia já tinha dado hoje ordem de expulsão de cinco funcionários da embaixada portuguesa em Moscovo, na sequência do que tem acontecido com outros países europeus durante esta semana.

A medida, repudiada pelo Governo português, foi anunciada hoje de manhã à embaixadora de Portugal em Moscovo, Madalena Fischer, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros português, em comunicado.

Na quarta-feira, a Rússia anunciou a expulsão de 27 diplomatas espanhóis, 24 italianos e 34 franceses, em retaliação por medidas semelhantes adotadas por aqueles países a seguir à invasão da Ucrânia.

Um dia antes, Moscovo tinha decidido expulsar dois diplomatas finlandeses.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A guerra na Ucrânia, que hoje entrou no 85.º dia, causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas das suas casas -- cerca de oito milhões de deslocados internos e mais de 6,3 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também as Nações Unidas disseram que cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Leia Também: Ucrânia. Rússia prende chefe do antigo batalhão ucraniano Aidar

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