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Quatro chineses e um norte-americano acusados de espionagem pelos EUA

A justiça federal norte-americana acusou esta quarta-feira de espionagem quatro chineses, que permanecem no seu país, e um norte-americano de origem chinesa, detido nos Estados Unidos em março.

Quatro chineses e um norte-americano acusados de espionagem pelos EUA

Shujun Wang, professor de 73 anos, nascido na China e naturalizado norte-americano, é acusado de ter fornecido a Pequim, através de quatro agentes do Ministério de Segurança do Estado chinês, informações sobre opositores e defensores da democracia e dos direitos humanos em Hong Kong, Taiwan, Tibete e pelos uigures.

Breon Peace e Matthew Olsen, procuradores federais de Brooklyn, Nova Iorque, divulgaram em comunicado que Shujun Wang, cofundador de uma organização de Nova Iorque considerada crítica ao regime chinês, é suspeito de ter usado o seu estatuto social para recolher informações sobre ativistas pró-democracia nos Estados Unidos.

Os quatro agentes oficiais chineses também foram acusados de espionagem.

Segundos os procuradores, foi possível "expor e combater uma operação da República Popular da China (RPC) que ameaça a segurança e a liberdade de cidadãos chineses que residem nos Estados Unidos por causa das suas crenças pró-democracia".

"Não toleraremos nenhuma tentativa da RPC ou de qualquer regime autoritário de exportar qualquer prática repressiva para o nosso país", salientou Matthew Olsen .

Shujun Wang, que pode ser condenado até 20 anos de prisão, foi detido em 16 de março, em Nova Iorque, no seguimento da divulgação pela justiça norte-americana de vários casos de espionagem visando Pequim.

Um destes casos diz respeito a uma campanha de difamação de um ex-manifestante de Tiananmen, refugiado nos Estados Unidos em 1992, naturalizado norte-americano e que, depois de ter servido as Forças Armadas, procurou concorrer a um lugar na Câmara dos Representantes do Congresso.

Segundo os 'media' norte-americanos, Yan Xiong pode agora estar na corrida para representar o Estado de Nova Iorque.

Segundo a justiça, Qiming Lin, policia aposentado suspeito de trabalhar para as autoridades chinesas, recrutou um detetive particular nos Estados Unidos para monitorizar o candidato e desacreditá-lo.

Um outro caso visou Fan Liu, responsável de uma empresa de comunicações, e Matthew Ziburis, guarda-costas, detidos em março, em Nova Iorque, acusados de espiarem opositores do regime chinês nos Estados Unidos e de terem realizado uma campanha de difamação contra estes.

Leia Também: EUA, Japão, Índia e Austrália devem enfrentar recuo democrático na Ásia

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