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Sanções dos EUA com impacto na economia e situação humanitária no Irão

As amplas sanções impostas pelos Estados Unidos ao Irão causaram um impacto grave na economia e pioraram a situação humanitária no país do Médio Oriente, realçou esta quarta-feira uma relatora especial das Nações Unidas.

Sanções dos EUA com impacto na economia e situação humanitária no Irão
Notícias ao Minuto

21:29 - 18/05/22 por Lusa

Mundo ONU

Alena Douhan, relatora especial da ONU sobre medidas coercitivas unilaterais, salientou que as sanções afetaram os principais grupos exportadores do Irão, bancos e também várias empresas, incluindo algumas de produtos farmacêuticos e alimentares.

Este impacto levou à inflação e pobreza crescente e esgotou os recursos do Estado para lidar com as necessidades básicas de pessoas com baixos rendimentos e outros grupos vulneráveis, frisou Alena Douhan, durante uma conferência de imprensa em Teerão.

A enviada especial da ONU destacou que os mais afetados com as sanções são pessoas com "doenças graves, deficiência, refugiados afegãos, famílias lideradas por mulheres e crianças".

Alena Douhan, natural da Bielorrússia, que foi nomeada para este cargo em 2020 e reporta ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, referiu também que as "sanções têm exacerbado substancialmente a situação humanitária no Irão".

O diplomata instou os países que impuseram sanções unilaterais contra o Irão, especialmente os Estados Unidos, a retirá-las.

O acordo de 2015 permitiu ao Irão o levantamento de sanções económicas em troca de restrições ao seu programa nuclear, a fim de impedir que Teerão desenvolvesse uma arma nuclear, algo que o país sempre negou querer fazer.

Mas a retirada unilateral dos Estados Unidos do acordo, em 2018, sob a administração do então Presidente Donald Trump, e o restabelecimento de sanções económicas severas por parte de Washington levaram o Irão a começar a renunciar aos seus próprios compromissos, situação que agora se pretende inverter.

O Irão entrou em negociações diretas com a França, Alemanha Reino Unido, Rússia e China (as grandes potências subscritoras que ainda se mantêm ligadas ao pacto) para reavivar o acordo de 2015 que enquadra o programa nuclear do Irão.

Os Estados Unidos participam indiretamente nestas negociações.

As negociações em Viena para reviver este acordo, situação que a administração do Presidente norte-americano Joe Biden pretende concretizar, estão paralisadas devido a uma exigência iraniana de que Washington suspenda a designação de terrorista na Guarda Revolucionária paramilitar do país.

Também Moscovo apresentou, em março, imposições quando o acordo estava praticamente concluído, ao exigir que o comércio com o Irão ficasse isento das sanções ocidentais devido à invasão da Ucrânia.

Apesar do impasse, os negociadores têm salientado a urgência em fechar o acordo, devido ao crescimento do programa nuclear do Irão a cada dia que passa.

No entanto, nas últimas semanas, o Irão tem sofrido tumultos devido à quebra das condições económicas e escalada de preços em alimentos de primeira necessidade, como resultado de uma nova política do governo para alterar o sistema de subsídio alimentar.

Os protestos têm surgido em várias províncias e a comunicação social estatal já reconheceu a ocorrência de perto de duas dúzias de detenções.

Motoristas de autocarros em Teerão paralisaram partes da cidade numa greve para exigir um aumento salarial de 10%. Também os professores entraram em greve, nos últimos meses, em cidades e vilas do Irão, pedindo melhores salários e condições de trabalho.

Leia Também: Insegurança alimentar atinge 276 milhões de pessoas e fome bate "recorde"

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