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Rússia reconhece direito sueco à segurança se não criar ameaças a outros

A Rússia reconheceu hoje o direito de os Estados garantirem a segurança nacional, desde que não criem ameaças a outros países, depois de a Suécia ter informado Moscovo sobre o pedido de adesão à NATO.

Rússia reconhece direito sueco à segurança se não criar ameaças a outros
Notícias ao Minuto

16:57 - 18/05/22 por Lusa

Mundo NATO

"A forma de garantir a segurança nacional é um direito soberano de cada Estado, mas não deve criar ameaças à segurança de outros países", disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo num comunicado, citado pela agência espanhola EFE.

No comunicado, a diplomacia russa deu conta de que a embaixadora da Suécia em Moscovo, Malena Mard, se deslocou ao ministério liderado por Serguei Lavrov para informar sobre a "decisão tomada pelo Governo sueco relativamente à adesão à NATO".

Segundo o ministério russo, a reunião realizou-se a pedido da parte sueca e a diplomata sueca foi recebida pelo primeiro vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Vladimir Titov.

A Suécia e a Finlândia formalizaram hoje a sua candidatura à NATO com a entrega dos respetivos pedidos na sede da organização, em Bruxelas.

Os dois países decidiram pôr termo a uma política histórica de não-alinhamento na sequência da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro.

"Infelizmente, não temos razões para acreditar que a Rússia irá mudar num futuro previsível", justificou a primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson, ao anunciar a candidatura à adesão, na segunda-feira.

Um dos objetivos referidos pelo Presidente russo, Vladimir Putin, para justificar a invasão foi o de impedir a entrada da Ucrânia na NATO e a expansão da aliança no Leste da Europa.

No comunicado, a diplomacia russa reafirmou a posição divulgada por Putin de que a Rússia reagirá em função das consequências da adesão, incluindo o estacionamento de tropas e armas.

"A nossa reação concreta e possíveis respostas, incluindo aspetos técnico-militares, dependerá em grande medida das consequências reais da adesão da Suécia à Aliança Atlântica, incluindo a localização em território sueco de bases militares e armas ofensivas", disse o ministério de Lavrov.

Antes da invasão, a Rússia exigiu que a NATO recuasse as suas tropas e armamento para as posições de 1997, ou seja, antes do alargamento da Aliança Atlântica aos países que integraram a União Soviética.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) foi fundada em 1949, por 12 países, incluindo Portugal, e conta atualmente com 30 membros.

A admissão de novos membros carece do acordo de todos os países.

A Turquia manifestou reservas à entrada da Suécia e da Finlândia por considerar que os dois países nórdicos acolhem elementos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que Ancara diz ser uma organização terrorista.

Apesar das reservas turcas, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse hoje que os 30 países aliados estão determinados em "trabalhar em todas as questões" do processo de alargamento e em "alcançar conclusões rápidas".

A NATO vai reunir-se em cimeira em junho, em Madrid.

Leia Também: Neutralidade de Áustria torna-se tema de discussão após pedidos de adesão

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