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Hezbollah deve perder terreno no Líbano após legislativas

O maior grupo parlamentar do Líbano, liderado pelo movimento pró-iraniano Hezbollah, parece ter sofrido uma reviravolta contra a oposição e os independentes, de acordo com os resultados parciais das eleições legislativas divulgados na segunda-feira.

Hezbollah deve perder terreno no Líbano após legislativas

Segundo os dados anunciados pelo ministro do Interior, Bassam Mawlawi, vários candidatos independentes ganharam assentos parlamentares à organização política e paramilitar fundamentalista islâmica xiita e aos seus aliados, incluindo o partido cristão Movimento Patriótico Livre do Presidente libanês, Michel Aoun.

"Não houve violações durante a votação", disse Bassam Mawlawi numa conferência de imprensa, anunciando os resultados parciais para 49 assentos (de 128 no parlamento) espalhadas por sete distritos eleitorais.

Mas, segundo a Associação Libanesa para a Democracia Eleitoral, as eleições foram marcadas por várias irregularidades, confrontos e casos de intimidação de eleitores.

De acordo com os resultados provisórios das máquinas eleitorais, o partido Forças Cristãs Libanesas (FL) de Samir Geagea obteve ganhos significativos, tendo focado a sua campanha contra o Hezbollah, acusado de servir os interesses do Irão e manter o seu domínio sobre o Líbano através do seu arsenal militar.

Previstos saírem nas próximas horas, os resultados finais vão indicar se o Hezbollah, que deverá manter todas as suas cadeiras, vai poder, contando com os seus aliados, manter o controlo do parlamento.

A baixa participação (41%, abaixo dos 49% em 2018) indica que os partidos tradicionais não conseguiram mobilizar muitos eleitores.

A afluência às urnas nas eleições legislativas de domingo no Líbano foi de 41%, indicou o Governo sobre as primeiras eleições após a revolta popular de 2019 contra a classe política, que culpou pela crise socioeconómica no país.

Os resultados das eleições deverão manter o 'status quo' a favor das forças políticas tradicionais, mas segundo resultados preliminares divulgados esta noite candidatos independentes obtiveram bons resultados em várias regiões, nomeadamente no sul do Líbano, bastião do poderoso movimento xiita Hezbollah.

Cerca de 3,9 milhões de eleitores foram chamados a renovar os 128 lugares do parlamento libanês. Os resultados finais são esperados na segunda-feira.

Desde 2019, o Líbano tem estado mergulhado numa crise socioeconómica classificada pelo Banco Mundial como a pior do mundo desde 1850 e causada por décadas de má gestão e corrupção de uma classe dirigente que se tem mantido praticamente inalterada durante décadas.

Em quase dois anos, a moeda nacional perdeu mais de 90% do seu valor no mercado negro e a taxa de desemprego quase triplicou. Quase 80% da população vive agora abaixo do limiar da pobreza, de acordo com a ONU.

Um forte dispositivo de segurança foi destacado para as eleições, mas foram assinalados diversos incidentes nas regiões onde o Hezbollah tem forte presença.

Em 2018 a afluência às urnas foi de 48,68%.

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