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Reino Unido notifica primeiros 50 migrantes a serem enviados para Ruanda

O Governo britânico já enviou as primeiras 50 notificações aos migrantes que serão enviados para o Ruanda, por terem entrado de forma irregular no Reino Unido, declarou hoje o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

Reino Unido notifica primeiros 50 migrantes a serem enviados para Ruanda

Numa entrevista ao jornal Daily Mail, Johnson antecipou que o seu plano migratório, acordado com o Ruanda em abril, provavelmente enfrentará vários processos judiciais nos tribunais britânicos.

"Vai haver muita oposição legal por parte de escritórios que, há muito tempo, usam o dinheiro dos contribuintes para construir esse tipo de casos e frustrar a vontade do povo, a vontade do Parlamento. Estamos preparados", disse o primeiro-ministro britânico.

Os migrantes têm entre sete e 14 dias para apresentar alegações contra este plano migratório, que foi criticado pelos partidos da oposição, por mais de 160 organizações não-governamentais e vários membros do próprio Partido Conservador de Johnson.

Um relatório da Cruz Vermelha e da organização Conselho de Refugiados alertou, esta semana, que os requerentes de asilo no Reino Unido fugiram dos centros de acolhimento onde estavam e tentaram esconder-se nas últimas semanas por medo de serem enviados para o Ruanda.

Alguns começaram a recusar apoio médico e psicológico por medo de que o sistema de saúde partilhe os seus dados com o Ministério do Interior britânico, referiu o citado documento.

O plano do Governo britânico passa por reenviar homens solteiros que chegam ao Reino Unido provenientes do outro lado do Canal da Mancha em pequenas embarcações, fazendo-os voar 6.400 quilómetros até ao Ruanda, enquanto os seus pedidos de asilo são processados.

No âmbito do acordo, inspirado nos que se aplicam na Austrália e em Israel, Londres financiará inicialmente o dispositivo no valor de 120 milhões de libras (144 milhões de euros) e o Governo ruandês esclareceu que ofereceria a possibilidade aos migrantes "de se estabelecerem permanentemente no país, se assim o desejarem".

Este plano faz parte de uma nova estratégia britânica de combate à imigração ilegal e aos grupos criminosos que a apoiam.

Em 22 de abril, o Presidente ruandês, Paul Kagame, negou que o seu país esteja "a negociar seres humanos", nas suas primeiras declarações sobre um plano do Reino Unido para enviar requerentes de asilo para o Ruanda, sublinhando que "está a ajudar" estes migrantes ruandeses.

Há muito que os migrantes de várias nacionalidades chegam ao Reino Unido através do norte de França, escondidos em camiões ou em ferries, ou - cada vez mais desde que a pandemia de covid-19 fechou outras rotas em 2020 - em jangadas e pequenas embarcações, em travessias organizados por traficantes.

O executivo britânico estima que 28.526 pessoas cruzaram o Canal da Mancha em 2021 para entrar no Reino Unido de forma irregular, em relação aos 8.466 no ano anterior.

Leia Também: Boris defende necessidade de "corrigir" situação na Irlanda do Norte

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