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TASS não é expulsa de aliança dos média, mas continua suspensa

A Aliança Europeia de Agências de Notícias (EANA) decidiu, esta sexta-feira, não expulsar a estatal russa TASS, embora tenha anunciado manter a suspensão decretada pela diretiva do organismo em fevereiro, devido aos limites da liberdade de imprensa impostos por Moscovo.

TASS não é expulsa de aliança dos média, mas continua suspensa

A votação secreta sobre a expulsão da agência oficial russa não obteve a maioria qualificada necessária para forçar a saída de um membro da EANA, disseram à Efe fontes da aliança.

A proposta de expulsão, apresentada pela agência polaca PAP, foi submetida a voto numa assembleia-geral extraordinária da EANA que terminou hoje em Sarajevo.

Após esta primeira votação, foi aprovada, com 22 votos a favor, dois contra e duas abstenções, a proposta de manter a suspensão provisória da adesão de TASS à EANA, aprovada em 22 de fevereiro.

Desta fora, a assembleia confirmou a decisão tomada então pela liderança da Aliança em reação à nova legislação aprovada pela Rússia.

A nova legislação sanciona com pesadas multas e penas de prisão a difusão de informações que as autoridades consideram falsas sobre as ações dos militares russos na Ucrânia.

"É importante que expressemos solidariedade para com a Ucrânia, com o Estado e com a agência de notícias Ukrinform, que mostremos compaixão e apoio ao seu trabalho", afirmou, numa conferência de imprensa, o presidente da EANA, Clemens Pig.

Esclareceu ainda que a suspensão significa que a TASS não pode participar nas conferências da EANA ou ter comunicação com outras agências e que está excluída de qualquer tomada de decisão.

"Segundo o nosso estatuto, esta suspensão é mais ou menos como a exclusão da EANA. No Conselho de Administração devemos encontrar uma forma de estabelecer critérios para os próximos passos", acrescentou o também presidente executivo da agência de notícias austríaca APA.

O secretário-geral da EANA, Alexandru Ion Giboi, afirmou que as condições para o regresso da TASS como membro pleno de direito serão "muito severas".

ALU // CSJ

Lusa/Fim

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