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  • 28 SETEMBRO 2022
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Guterres quer reforçar assistência monetária a 55 mil anfitriões moldavos

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, anunciou hoje que pretende reforçar a assistência em dinheiro a 55.000 anfitriões da Moldova, país que já recebeu 100.000 refugiados ucranianos, e apelou por doações internacionais.

Guterres quer reforçar assistência monetária a 55 mil anfitriões moldavos

"A Moldova é um país pequeno com um grande coração, mas os seus recursos são limitados. (...) Estamos a fazer tudo o que podemos para ampliar os nossos programas e, em particular, o mais eficaz desses programas, a assistência em dinheiro -- porque devemos confiar que as pessoas sabem quais são as suas necessidades. Pretendemos apoiar mais de 90.000 refugiados e 55.000 anfitriões moldavos, em coordenação com o Governo e outros parceiros", disse Guterres.

Contudo, o secretário-geral da ONU, que se encontra em visita à cidade de Chisinau, capital da Moldova, sublinhou que as Nações Unidas e organizações parceiras só podem apoiar os afetados por esta guerra se os dois apelos humanitários que fez, de 2,25 mil milhões de dólares (2,12 mil milhões de euros) dentro da Ucrânia e 1,85 mil milhões de dólares (1,74 mil milhões de euros) para a resposta aos refugiados, forem totalmente financiados.

"Exorto todos os países a doarem generosamente. Em termos globais, são somas minúsculas", declarou Guterres.

O ex-primeiro-ministro português sublinhou que a Moldova "não é apenas mais um país que recebe refugiados", mas sim o "mais frágil dos vizinhos da Ucrânia" e "de longe" o país que mais refugiados recebeu em proporção à sua própria população - um aumento populacional de quase 4%, segundo Guterres.

O secretário-geral avaliou ainda que não foi fácil para a ONU se readaptar a esta crise humanitária que se estendeu para a Moldova, uma vez que não existem campos de refugiados no país, sendo que os deslocados vivem com as famílias moldavas.

"Até agora, 12 Estados-membros aderiram à Plataforma de Solidariedade da União Europeia e comprometeram-se a transferir refugiados ucranianos da Moldova. Eu encorajo outros a demonstrarem responsabilidade e solidariedade ao aderir a esta iniciativa", apelou.

"Países vizinhos como a Moldova já estão a lutar com as ramificações socioeconómicas desta guerra que veio após a pandemia, e com a recuperação desigual que infelizmente aconteceu no nosso mundo por falta de solidariedade efetiva dos ricos com os pobres. (...) A soberania, independência e integridade territorial da Moldova, e o sólido progresso que fez nas últimas três décadas, não devem ser ameaçados ou prejudicados", disse Guterres.

O secretário-geral exortou ainda todos os países a atualizarem as suas parcerias económicas com a Moldova e dar mais oportunidades aos cidadãos moldavos, que estão a sofrer um "impacto devastador" na sua economia.

António Guterres visita hoje a Moldova para "expressar a sua solidariedade e gratidão pelo pronto apoio à paz e pela generosidade do povo em abrir as suas casas e corações a quase meio milhão de ucranianos" que fugiram da guerra.

A viagem coincide também com o 30º. aniversário da adesão do Estado da Moldova às Nações Unidas e é uma forma de manifestar apreço pelo seu papel nas operações de manutenção de paz no mundo.

Na terça-feira, Guterres visitará um campo de refugiados construído com o apoio de agências da ONU, onde conversará com alguns desses refugiados ucranianos, bem como com outros -- a maioria - que foram acolhidos por famílias moldavas.

O secretário-geral das Nações Unidas esteve em Moscovo e Kiev na semana passada como parte dos esforços para parar a invasão russa da Ucrânia, mas essas visitas só resultaram em três momentos de retirada de 500 civis presos na cidade ucraniana de Mariupol.

Após a passagem pela Moldova, Guterres viajará para Viena, na quarta-feira, onde realizará várias reuniões sobre alterações climáticas e irá liderar uma reunião com os responsáveis de várias agências da ONU para estudar o progresso dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Leia Também: Guterres pede que Moscovo e Kyiv acelerem negociações

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