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Rússia nega ter falta de mísseis de precisão

A Rússia negou hoje ter falta de mísseis guiados de precisão, como afirmou o Ministério da Defesa britânico com base num relatório dos serviços de informações de segurança sobre o conflito militar russo na Ucrânia.

Rússia nega ter falta de mísseis de precisão

"Se se acreditasse em tudo o que dizem do outro lado, a Rússia deveria ter ficado sem mísseis em março. Por alguma razão, isso não aconteceu. As empresas de defesa estão a fornecer ao nosso exército o número necessário de mísseis", garantiu o vice-primeiro-ministro russo, Yuri Borisov, em declarações à agência Interfax.

Borisov assegurou que "há mísseis guiados de precisão e munições modernas suficientes para cumprir todas as missões estabelecidas para as Forças Armadas russas".

O Ministério da Defesa do Reino Unido referiu hoje, no seu tradicional relatório diário sobre a ofensiva russa na Ucrânia, que "no início da invasão da Ucrânia, a Rússia se gabou publicamente da sua capacidade de realizar ataques cirúrgicos e limitar danos colaterais".

O Kremlin (Presidência russa) "disse que as cidades ucranianas estariam a salvo de bombardeamentos", lembrou ainda Londres, sublinhando que, no entanto, como o conflito está cada vez "mais longe das expectativas prévias da Rússia" e as reservas de munições guiadas de precisão estão provavelmente esgotadas".

Na opinião do Reino Unido, a situação forçou a Rússia a usar armas antigas, menos precisas e mais facilmente intercetadas.

Além disso, avança o relatório, a Rússia também demonstrou "falta de capacidade de realizar ataques de precisão em larga escala", ao que Borisov respondeu que os sistemas russos de precisão provaram ser eficazes durante a chamada "operação militar especial na Ucrânia".

"Todos os tipos de armas russas guiadas de precisão confirmaram as suas características de combate, o que permitiu ataques precisos às infraestruturas militares de toda a Ucrânia, minimizando, assim, as baixas civis", disse.

A Rússia está a usar vários sistemas para atacar alvos na Ucrânia, incluindo mísseis guiados ar-terra, mísseis de cruzeiro de longo alcance lançados por ar e mar, mísseis hipersónicos Kinzhal lançados por ar e mísseis táticos Iskander-M, descreveu o vice-primeiro-ministro russo.

"Estes tipos de armas estão a ser ativamente desenvolvidos com ênfase no uso rápido, de longo alcance e guiado com precisão, em conjunto com o projeto de novos sistemas hipersónicos", acrescentou.

Além disso, os sistemas de mísseis costeiros Bastion já são capazes de atingir alvos terrestres, avisou Borisov.

Por outro lado, concluiu, "uma atualização tornou possível disparar mísseis [supersónicos] Onix contra importantes alvos terrestres inimigos" e "a eficácia da destruição garantida de vários tipos de alvos foi confirmada durante a operação militar especial".

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais mais de 5,5 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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