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Clima em Espanha tende a "africanizar-se"

O investigador das Nações Unidas sobre alterações climáticas José Marengo assegurou na terça-feira, no Rio de Janeiro, que o clima em Espanha tende "a africanizar-se" e lamentou a desflorestação da Amazónia, embora reconhecendo que "o ritmo diminuiu".

Clima em Espanha tende a "africanizar-se"
Notícias ao Minuto

07:05 - 02/04/14 por Lusa

Mundo ONU

O especialista, de origem peruana, fez estas declarações numa conferência de imprensa em que comentou as conclusões do II Painel Intergovernamental da ONU sobre Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), do qual é um dos responsáveis e foi apresentado na véspera em Yokohama (Japão).

Segundo o perito da ONU, as alterações climáticas em Espanha estão a provocar uma "diminuição de precipitação e aumento do nível do mar", dois efeitos que considera "muito preocupantes".

O investigador lamentou, em declarações à agência EFE, que Espanha seja "um dos países mais vulneráveis às alterações climáticas" e disse que isso pode "afetar o turismo como motor económico do país".

Sobre o Brasil, Marengo assegurou que a "variabilidade do seu clima" torna muito difícil fazer previsões a longo prazo e adiantou que na Amazónia está a diminuir o ritmo da queima da vegetação, apesar de o país continuar a ser "um dos que mais floresta queima no mundo".

O especialista afirmou que as alterações climáticas já são "uma realidade" e advertiu que há "o perigo de chegar a um ponto de não retorno".

Sustentou que a primeira coisa a fazer é "aceitar o problema para poder pensar em soluções" que, em sua opinião, passam pela "adaptação do ser humano e da sociedade" para tentar parar os efeitos da mudança do clima.

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