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Mais de 200 pessoas detidas na Rússia em manifestação contra a guerra

Mais de 200 pessoas foram detidas hoje na Rússia em protestos contra a ofensiva russa na Ucrânia, disse a OVD-Info, uma organização não-governamental (ONG) especializada na monitorização de detenções no país.

Mais de 200 pessoas detidas na Rússia em manifestação contra a guerra

Pelo menos 211 pessoas foram presas durante as manifestações em 17 cidades russas, precisou a ONG em comunicado.

Em Moscovo, foi marcada uma concentração contra a intervenção militar russa na Ucrânia para as 12:00 (hora de Lisboa) no Parque Zaryadye, muito próximo do Kremlin. Pouco depois, a polícia começou a prender pessoas sentadas nos bancos do parque, durante uma tempestade de neve.

Uma jovem mulher com um ramo de tulipas brancas gritou "Não à guerra na Ucrânia" e foi detida pela polícia.

Mais de 30 carrinhas da polícia foram colocadas em redor do parque e perto dos muros vermelhos do Kremlin, e mais de 20 pessoas foram presas, de acordo com a agência France-Presse.

Foram também efetuadas detenções na cidade de São Petersburgo, a segunda maior cidade da Rússia, numa manifestação semelhante organizada no âmbito de uma ação anunciada a nível nacional nas redes sociais.

Os protestos contra a operação militar russa na Ucrânia tinham sido anunciados em redes sociais em cerca de 30 cidades por toda a Rússia, desde Vladivostok (Extremo Oriente) até Sóchi (Sul).

Os organizadores afirmaram também, num comunicado, que queriam protestar contra "o colapso da economia russa, contra [o Presidente russo Vladimir] Putin" e pela libertação do opositor Alexei Navalny, que se encontra detido.

"A Rússia merece paz, democracia e prosperidade", escreveram.

Em São Petersburgo, cerca de 40 pessoas estiveram presentes no local designado para a concentração no centro da cidade, embora não fosse claro se eram manifestantes, segundo a agência noticiosa francesa. No entanto, foram detidas cerca de 25 pessoas.

"Vim apenas para ficar de pé. Para expressar de alguma forma o meu protesto contra o que está a acontecer", disse Galina Sedova, de 50 anos, acrescentando que tinha "medo de protestar ativamente".

Violando uma proibição de manifestações imposta pelas autoridades russas, os ativistas da paz reúnem-se de tempos a tempos na Rússia para denunciar a intervenção militar na Ucrânia.

Os manifestantes enfrentam multas e sentenças de prisão. Segundo a OVD-Info, mais de 15.000 pessoas foram presas em protestos contra a ofensiva russa desde o seu início em 24 de fevereiro.

A invasão russa da Ucrânia matou pelo menos 1.276 civis, incluindo 115 crianças, e feriu 1.981, entre os quais 160 crianças, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 4,1 milhões de refugiados em países vizinhos e cerca de 6,5 milhões de deslocados internos.

A ONU estima que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

Leia Também: Milhares de manifestantes na Suíça exigem o fim da guerra na Ucrânia

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