Meteorologia

  • 19 MAIO 2024
Tempo
21º
MIN 13º MÁX 21º

Kyiv afasta hipótese de realizar cimeira Putin/Zelensky

Um encontro entre os Presidentes da Rússia e da Ucrânia não será possível nas próximas duas ou três semanas, admitiu hoje um negociador ucraniano, frisando ainda que qualquer discussão sobre integridade territorial só poderá ser discutida a esse nível.

Kyiv afasta hipótese de realizar cimeira Putin/Zelensky
Notícias ao Minuto

15:03 - 31/03/22 por Lusa

Mundo Cimeira

"Serão necessárias duas a três semanas para que exista uma reunião de líderes", assegurou Mijailo Podolyak, assessor do Presidente ucraniano, numa entrevista a uma estação televisiva turca.

Podolyak explicou que nas reuniões realizadas até agora com a Rússia - como a ronda de terça-feira, em Istambul -- não foram abordados os temas da situação na península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, ou na região de Donbass, onde Moscovo reconhece a independência das repúblicas separatistas.

"A integridade territorial da Ucrânia será discutida apenas ao nível presidencial. O Presidente (ucraniano) encontrará uma fórmula e deverá levá-la a referendo", disse o assessor de Volodymyr Zelensky.

Este negociador ucraniano, que integra a delegação de Kyiv nas conversações com Mosovo, disse ainda que, após o "avanço" alcançado na terça-feira nas conversações em Istambul, a Rússia, liderada pelo Presidente Vladimir Putin, ficou de estudar as propostas.

"Preparámos documentos que servirão para uma conversa entre os Presidentes. Constituem uma base suficiente para um acordo", referiu Podolyak.

Um dos pontos da proposta ucraniana é um tratado multilateral entre os membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido), para além de vários outros países como Alemanha, Turquia ou Canadá, para garantir a segurança da Ucrânia.

"O acordo prevê que, em caso de agressão, a Ucrânia receba armas e soldados de outros países", clarificou o negociador.

Numa outra entrevista, o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Mevlut Çavusoglu, salientou que a Turquia ainda vai decidir se aceita ter tal estatuto num futuro tratado.

"Não é correto dizer que a Turquia enviará soldados, de forma automática", disse o ministro.

Çavusoglu explicou que está em contacto com o seu homólogo russo, Serguei Lavrov, e com o seu homólogo ucraniano, Dmytro Kuleba, para facilitar uma nova reunião entre ambos, no processo de negociação.

"Uma data concreta não pode ser ainda avançada. Mas eles disseram que, com as negociações em andamento, uma reunião a um nível mais alto pode ser conseguida dentro de uma ou duas semanas", disse o ministro turco.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.189 civis, incluindo 108 crianças, e feriu 1.901, entre os quais 142 crianças, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 4 milhões de refugiados em países vizinhos e quase 6,5 milhões de deslocados internos.

A ONU estima que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Leia Também: Oito países da NATO já atingiram meta de despesa em defesa

Recomendados para si

;
Campo obrigatório