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Ucrânia. Diretor da agência nuclear da ONU visita centrais

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) visitou hoje a central nuclear de Konstantinovka, no sul da Ucrânia, para disponibilizar "assistência técnica" no contexto da guerra, num país com um enorme parque nuclear.

Ucrânia. Diretor da agência nuclear da ONU visita centrais
Notícias ao Minuto

16:52 - 30/03/22 por Lusa

Mundo Ucrânia

Desde o início da ofensiva militar russa, há mais de um mês, Rafael Grossi tem alertado para os perigos desta guerra, a primeira num país com uma grande capacidade nuclear - 15 reatores em quatro centrais em atividade e vários depósitos de resíduos nucleares.

"É vital estar no terreno para prestar apoio eficaz neste momento extremamente difícil", escreveu numa mensagem no Twitter o chefe da agência para o nuclear da ONU, que chegou terça-feira à Ucrânia.

"Estou na central elétrica do sul da Ucrânia para me encontrar com os seus funcionários e responsáveis do governo ucraniano", mencionou na mensagem, onde as imagens o mostram a apertar a mão a funcionários do local, cuja "resistência" elogiou.

"Queria dizer-vos que estamos aqui convosco, prontos para ajudar em tudo e de todas as formas possíveis ", sublinhou o chefe da AIEA.

A Agência espera ser capaz de enviar rapidamente especialistas para o local e entregar o equipamento necessário para garantir a segurança das instalações.

"Já evitámos por pouco vários incidentes. Não podemos perder mais tempo", disse o chefe da AIEA.

A central de Chernobyl, já desativada mas com um depósito de resíduos, palco do pior desastre nuclear da história em 1986, caiu nas mãos das tropas russas a 24 de fevereiro, o primeiro dia da sua ofensiva.

Outro local ocupado pelos russos, a central de Zaporojia, a maior da Europa, sofreu ataques de artilharia em 04 de março, que causaram um incêndio e levantaram receios de uma catástrofe.

"Devido aos atos dos invasores, as normas da AIEA são violadas diariamente" nas centrais de Konstantinovka e Chernobyl, denunciou hoje o diretor da agência nuclear ucraniana, Petro Kotine, citado em comunicado, acreditando que a situação "está a deteriorar-se".

Segundo a vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk, "os ocupantes russos criaram um enorme depósito de munições na zona de exclusão em torno de Chernobyl" e estas "podem explodir a qualquer momento", o que causaria uma "colossal catástrofe ecológica".

A vice-primeira-ministra "exigiu" por isso ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que "tome medidas para a desmilitarização da zona de exclusão de Chernobyl e que envie ao local uma missão especial".

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para as tropas ucranianas e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Leia Também: ONU convida todas as fações iemenitas a participar nas conversas em Riade

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