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Pedófilo mais perigoso de Espanha condenado a 300 anos de prisão

Dumitru R. N. abusou sexualmente de mais de 20 raparigas entre os 4 e os 13 anos de idade.

Pedófilo mais perigoso de Espanha condenado a 300 anos de prisão
Notícias ao Minuto

10:59 - 16/03/22 por Notícias ao Minuto

Mundo Crime

O Tribunal Provincial de Madrid condenou Dumitru R. N., - considerado o pedófilo mais perigoso de Espanha -, a quase 300 anos de prisão por abuso sexual de mais de vinte raparigas, com idades compreendidas entre os 4 e os 13 anos, e por divulgar as suas imagens numa das maiores redes pedófilas da Europa, avança o TeleMadrid. O jornal sustenta, contudo, que o homem cumprirá apenas cerca de 20 anos de prisão ao abrigo da legislação atual.

O agressor sexual, de origem romena, casado e com filhos, foi preso em julho de 2018 como parte da Operação Balrog, que alude ao nome das criaturas demoníacas fictícias que Tolkien retrata nas suas obras.

Os investigadores disseram no julgamento que era um dos casos mais graves de pedofilia que tinham visto devido ao número de vítimas e à quantidade de imagens pornográficas que continha. Em alguns dos vídeos, de acordo com os oficiais, aparece até o próprio filho do arguido.

O 'modus operandi' do infrator consistia em ganhar a confiança dos pais das raparigas e oferecer-se para as levar e ir buscá-las à escola. Depois disso, as raparigas acabavam em sua casa, onde ele as violava e filmava em salas diferentes.

O procurador sublinhou no seu relatório que o acusado era "tão desajeitado" que, nos vídeos que gravou e divulgou através de redes pedófilas,  mostrou o seu rosto, as suas tatuagens e os quartos da sua casa, sendo identificado pelos pais das suas vítimas.

Família legou alcoolismo para justificar abusos

Na audiência, a sua esposa e filha declararam que o alcoolismo de Dumitru o levou a cometer o abuso sexual, argumento a que o procurador se opôs, dado que tal não foi corroborado nem por relatórios forenses nem pelo testemunho dos familiares das crianças abusadas.

Foi condenado por seis crimes contínuos de fabrico e distribuição de pornografia infantil; oito crimes de fabrico e distribuição de pornografia infantil; quatro crimes contínuos de abuso sexual com penetração e dois crimes contínuos de abuso sexual sem penetração.

Foi também condenado por três crimes de abuso sexual com penetração, cinco crimes de abuso sexual sem penetração, um crime de posse e distribuição de pornografia infantil e nove crimes de descoberta de segredos.

A duração efetiva da sentença será de vinte anos. Durante o julgamento, o acusado admitiu ter abusado de mais de vinte raparigas, com idades compreendidas entre os dois e os treze anos, sob a influência do álcool e admitiu também ter registado estes abusos no seu quarto com o objetivo de mais tarde divulgar estas imagens numa rede pedófila e noutros canais.

Foi ainda condenado a compensar as vítimas pela responsabilidade civil em montantes que vão de 20.000 a 10.000 euros, e entre 3.000 e 2.000 euros para cada um dos pais.

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