Meteorologia

  • 24 JULHO 2024
Tempo
27º
MIN 20º MÁX 38º

China "deveria juntar-se ao resto do mundo, condenando a invasão"

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, defendeu hoje que a China "deveria juntar-se ao resto do mundo, condenando firmemente a brutal invasão da Ucrânia por parte da Rússia".

China "deveria juntar-se ao resto do mundo, condenando a invasão"
Notícias ao Minuto

20:19 - 15/03/22 por Lusa

Mundo Stoltenberg

"Qualquer apoio à Rússia - apoio militar, qualquer outro tipo de apoio - ajudará a Rússia a levar a cabo uma guerra brutal contra uma nação independente e soberana, a Ucrânia, e ajudá-la-á a continuar a travar uma guerra que está a causar morte, sofrimento e uma enorme quantidade de destruição", frisou, numa conferência de imprensa realizada antes da reunião de ministros da Defesa da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte) agendada para quarta-feira em Bruxelas.

Principal aliada internacional da Rússia, a China manteve desde o início da guerra na Ucrânia uma posição ambígua e tem, segundo Stoltenberg, "uma obrigação, como membro do Conselho de Segurança da ONU, de apoiar e defender o Direito Internacional".

"E a invasão russa da Ucrânia é uma flagrante violação do Direito Internacional", observou, pedindo, por isso, a Pequim para condenar "com clareza" a invasão e para não apoiar a Rússia.

"Estamos a monitorizar de perto qualquer sinal de apoio por parte da China à Rússia", indicou.

Por outro lado, o secretário-geral da Aliança Atlântica advertiu Moscovo contra qualquer tentativa de utilizar armas químicas na Ucrânia, indicando que a organização está a reforçar as suas defesas no flanco oriental com sistemas antimísseis Patriot na Polónia e na Eslováquia.

"A Rússia está a fazer acusações absurdas sobre laboratórios de armas biológicas e químicas na Ucrânia. É mais uma mentira. Mas nós estamos preocupados com o facto de Moscovo poder organizar uma operação clandestina, sob falsa bandeira, incluindo eventualmente armas químicas", denunciou Stoltenberg.

"Utilizar armas químicas seria uma violação do tratado sobre a interdição de armas químicas, de que a Rússia é signatária", sublinhou, recordando que "a Rússia já utilizou noutras ocasiões agentes químicos contra opositores políticos".

"Criar um pretexto para utilizar uma arma química é inaceitável. O preço seria muito elevado, mas não quero especular sobre a resposta militar da NATO", comentou.

O responsável da aliança militar ocidental pediu hoje para que se evitem acidentes e incidentes em território aliado em consequência da guerra na Ucrânia, que decorre próximo das fronteiras da Aliança, e instou a que, se acontecerem, "não escapem ao controlo".

Stoltenberg falava após a intensificação dos combates na zona ocidental da Ucrânia, incluindo um ataque russo na noite de sábado a uma base de treino situada a cerca de 20 quilómetros da fronteira da Polónia, membro da NATO e da União Europeia (UE).

Além disso, nos últimos dias surgiram informações sobre 'drones' (aparelhos voadores não-tripulados) russos detetados na Polónia e na Roménia, ao passo que a 09 de março outro 'drone' de fabrico russo, procedente da Ucrânia, se despenhou em Zagreb, na Croácia, depois de sobrevoar a Roménia e a Hungria, sem causar vítimas.

"Quando vemos mais atividades militares, quando vemos combates perto das fronteiras da NATO, há sempre o risco de ocorrerem incidentes e acidentes e, portanto, temos que fazer todos os esforços para evitar esses incidentes e acidentes e, se acontecerem, garantir que não se descontrolam e criam situações realmente perigosas", disse Stoltenberg.

O responsável acrescentou que a organização transatlântica está a supervisionar "muito de perto" o espaço aéreo e "as áreas fronteiriças em torno da NATO".

"Os nossos comandantes militares também têm comunicações diretas com os comandantes russos para ajudar a evitar incidentes e acidentes e para evitar também que fujam ao controlo, caso ocorram", precisou.

Em qualquer caso, insistiu, "um ataque contra um aliado desencadeará uma resposta de toda a Aliança".

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou já a fuga de 4,8 milhões de pessoas, mais de três milhões das quais para os países vizinhos, de acordo com os mais recentes dados da ONU -- a pior crise na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, e muitos países e organizações impuseram à Rússia sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

A guerra na Ucrânia, que entrou hoje no 20.º dia, causou um número ainda por determinar de mortos e feridos, que poderá ser da ordem dos milhares.

Embora admitindo que "os números reais são consideravelmente mais elevados", a ONU confirmou hoje pelo menos 691 mortos e 1.143 feridos entre a população civil, incluindo mais de uma centena de crianças.

Leia Também: Ucrânia. Portugal já concedeu mais de 10 mil pedidos de proteção

Recomendados para si

;
Campo obrigatório