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Casa Branca anuncia sanções a gestores do gasoduto Nord Stream 2

Alemanha já tinha suspenso a certificação do gasoduto que liga diretamente a Rússia à Alemanha através do Báltico.

Casa Branca anuncia sanções a gestores do gasoduto Nord Stream 2

Depois das sanções anunciadas pelo presidente norte-americano Joe Biden a bancos, oligarcas e deputados russos, a Casa Branca anunciou esta quarta-feira que iria impor sanções aos gestores do gasoduto Nord Stream 2, detido pela empresa estatal russa Gazprom.

As sanções surgem também depois do chanceler alemão, Olaf Scholz, ter dito na terça-feira que a Alemanha iria suspender a certificação do gasoduto, uma decisão elogiada por todos os aliados da NATO.

Num comunicado publicado no site da Casa Branca, os Estados Unidos afirmam que as novas sanções dirigem-se à empresa detentora do gasoduto - a empresa de energia do estado russo, Gazprom - e os administradores da infraestrutura.

"Estes passos são outra parte da nossa tranche inicial de sanções. Como deixei claro, não vamos hesitar em tomar novos passos se a Rússia continuar a provocar", explica o presidente Joe Biden no texto.

Na terça-feira, Estados Unidos, União Europeia e Reino Unido impuseram uma série de sanções a indivíduos e entidades ligadas ao regime russo, depois de Vladimir Putin ter anunciado o reconhecimento da independência das repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk, no leste ucraniano.

Também na terça-feira, o parlamento russo autorizou o uso de ação militar nas repúblicas separatistas, localizadas dentro das fronteiras ucranianas, tornando ainda maior a ameaça de uma invasão russa na Ucrânia.

Quanto ao gasoduto Nord Stream 2, este foi construído para ligar a Rússia à Alemanha diretamente pelo mar Báltico, permitindo o crescimento exponencial do fornecimento de gás natural para a Europa.

O gasoduto está completado desde 2021 e é operado pela Gazprom, a empresa estatal russa de energia, mas a decisão da Alemanha trava agora a certificação da infraestrutura.

A presente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, juntou-se ao coro de elogios feitos ao governo alemão, afirmando que a UE deve torna-se menos dependente do gás natural russo e, como tal, menos influenciável pelas ameaças de cortes de energia por parte da Rússia.

[Notícia atualizada às 19h35]

Leia Também: Ucrânia. Berlim promete compensar alemães pelo aumento do preço do gás

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